Castelo da Maia: “Faltou a cereja no cimo do bolo”

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O Benfica e o Fonte Bastardo, respectivamente 1º e 2º classificados na segunda fase do campeonato nacional masculino A1 de voleibol, vão discutir o título nacional, a partir do dia 23 de Abril, em casa dos benfiquistas.
Os jogos do play-off do título estão agendados para os três fins-de-semana (caso seja necessário disputar o terceiro jogo) que se seguem à realização da final da Taça de Portugal, entre Sporting de Espinho e Benfica, este sábado, em Lordelo, Paredes.
O Castelo da Maia fechou a participação na prova no 3º lugar, a melhor classificação dos últimos anos. Na jornada que encerrou a segunda fase os maiatos foram ao reduto do Benfica vencer por 3-1, culminando uma época que começou muito bem, com a conquista da Supertaça.

“Faltou a cereja no cimo do bolo. Estivemos muito perto de jogarmos a final com o Benfica”, diz Rui Pedro Silva. O técnico da equipa lamenta não poder decidir o título mas assinala que o clube conseguiu alguns dos objectivos estabelecidos. “Passavam por fazer uma equipa competitiva, atingir a segunda fase e ficar nos quatro primeiros. E conseguimos vencer a Supertaça”, enumera o treinador.
Não foi uma época fácil, uma vez que foi construído um plantel novo, tendo transitado apenas quatro elementos do ano anterior, com uma equipa técnica nova. “Foram muitas mudanças mas conseguimos criar um conjunto e uma química de grupo, que foi crescendo ao longo da temporada. Prova disso foram os resultados da segunda fase, com sete vitórias e três derrotas, mas sempre disputadas”.
Num balanço da época, Rui Pedro Silva conta que os detalhes de alguns jogos foram essenciais para a definição de toda a temporada. Muitos jogos foram decididos por uma jogada de maior inspiração ou alguma sorte. No total, o Castelo teve 12 partidas que foram à ‘negra’, o que serve também para atestar o grande equilíbrio de um campeonato, onde foi necessário medir forças com equipas de maior orçamento.

O futuro próximo do técnico ainda não está decidido. Depois de duas épocas ao serviço do Castelo, a primeira como coordenador, a segunda como coordenador e treinador, Rui Pedro Silva diz estar disponível a continuar a servir uma instituição “que é uma referência no voleibol nacional”, lembrando os quase 300 atletas federados. Mas coloca esse tema nas mãos da direcção do clube que vai passar por um período eleitoral.