Clubes estão preocupados com o futuro do basquetebol e sugerem mudanças

0
258
- Publicidade -

Preocupados com o futuro da modalidade, os principais clubes de basquetebol, que participam nos campeonatos da Liga e Proliga, entregaram um documento, esta terça-feira, às associações distritais. Nesse documento, são propostas algumas medidas de forma a solucionar os vários problemas do modelo actual.

O Maia Basket foi um dos clubes a subscrever o documento, juntando-se ao FC Porto, Benfica, Sampaense, Ovarense, Barcelos, Guimarães, Ginásio, Illiabum, Sangalhos, Gaeirense, Beira-Mar, Barreirense, Guifões, Terceira, CAB, Angra, Académica, Seixal e Algés. O documento deverá ser discutido na reunião agendada para este sábado, entre a Federação Portuguesa de Basquetebol e as associações distritais.

“Os momentos que a modalidade atravessa estão muito conturbados e as indefinições para a próxima época são muitas. Por isso, mais do que nunca, os clubes uniram-se em objectivos comuns. Só todos juntos e firmes, conseguiremos continuar a desenvolver esta modalidade que tanto gostamos”, lê-se no comunicado dos clubes. Foi ainda criado um grupo de trabalho constituído por Artur Aguiar, Carlos Gonçalves, Ricardo Alexandre e Rui Diniz, com o objectivo de “dar os primeiros passos para a constituição de uma associação de clubes”. Grupo que, “dentro em breve” deverá apresentar uma proposta de nome, estatutos e objectivos.

Os clubes defendem a redução de custos nas deslocações dos árbitros e oficiais de mesa, e a redução de um oficial de mesa na Liga e Proliga. De forma a trazer receitas para os clubes e divulgar a modalidade, é ainda proposta a transmissão de jogos dos campeonatos da Liga e Proliga de uma forma “sistemática”.
Em termos competitivos, os clubes consideram “inadequado” o actual modelo competitivo, principalmente o da Proliga, “pelos custos envolvidos na participação das equipas”. E por isso, defendem “ajustamentos” nos quadros competitivos. Consideram ainda que o pagamento das taxas de inscrição “inviabiliza” a realização dos campeonatos, por ser “incomportável” para a maioria dos clubes. E defendem que, “os clubes que não tenham os requisitos exigidos e aprovados nos locais próprios de decisão, não deverão entrar nas competições federativas”.

Fernanda Alves

- Publicidade -