Convívio (pouco) intergeracional

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Cerca de 230 pessoas participaram este ano no Convívio – IX Jogos de Família. Decorreu apenas no sábado e não a 24 de Abril como esteve inicialmente previsto, altura em que houve alguma dificuldade em garantir uma maior participação dos lares, por se véspera de feriado nacional de 25 de Abril.

Tendo este ano como palco o Pavilhão Municipal de Nogueira da Maia, houve também novidades nos jogos escolhidos, já que “são quase sempre os mesmos alunos, de ano para ano, salvo raras excepções”, admitiu no sábado José Alberto, do Departamento de Fomento Desportivo da Câmara Municipal da Maia. E assim aumenta-se o grau de motivação dos participantes.

Presença habitual neste jogos é já a de Maria Fernanda Pacheco, do Centro Social de Paroquial Santo António do Corim (Rio Tinto). Com 73 anos, há cerca de três anos que já participa nos Jogos de Família e confessou no sábado que tem gostado de cada uma das edições. Junta este convívio, que diz ser “bom”, e os jogos à actividade que já pratica regularmente, como é o caso da ginástica e da natação. E assim “conhece-mo-nos uns aos outros”, admitiu também. Do Lar de Santo António, em Gueifães, Manuel Araújo, quase a fazer 62 anos, gosta de “conviver e dos jogos, porque é uma tarde diferente de estar todo o dia do lar”, destacou no sábado, enquanto aguardava o arranque desta nona edição. Mas recordando já alguns dos jogos realizados em edições anteriores.

Apesar de ser uma iniciativa intergeracional – que envolve avós, pais, filhos, tios, primos, etc. – o objectivo da autarquia tem sido apenas parcialmente cumprido. “Nós tentamos que as famílias estejam presentes, no sentido de dar outro ânimo e até para os netos verem o que os avós são capazes de fazer”, sublinhou José Alberto, algo desanimado com a participação efectiva de outras gerações. Neste caso concreto, eram raras as equipas com elementos de outras idades, para além dos utentes das instituições e das respectivas animadoras.

Independentemente das gerações presentes, para a maioria é um dia de actividade, mas sobretudo uma hipótese de reencontrarem amigos “que não viam há décadas, por vezes”, e de com eles conviverem. Mas não é o único benefício. Por serem pessoas que, ao longo do ano, vão tendo a componente de actividade física nos centros ou lares que frequentam, é também uma forma de o porem em prática e de mostrarem o que fazem.

Os próprios técnicos de desporto que garantem a realização dos jogos também saem a ganhar, ao reconhecerem os participantes e verem que, “de ano para ano, eles vão estando bem”. O culminar é o sorriso e o abraço que recebem no final do convívio, “sempre sentido e sempre verdadeiro”, admitiu José Alberto.

Das 350 pessoas previstas para esta nona edição dos jogos, marcaram apenas presença cerca de 230, dado que duas das instituições previstas não puderam participar no convívio: Associação de Solidariedade Social “O Amanhã da Criança” e Lar Missionários do Sofrimento. Marcaram apenas presença alunos do projecto de actividade física Clube Maia Sénior dos centros de dia da Guarda, Pedrouços – Casa do Alto, Silva Escura, Santa Maria de Avioso, Crestins, do Lar de Santo António, Centro Social Padre José Pinheiro Duarte, Centro Social de Milheirós, Centro Comunitário de Vila Nova da Telha, Centro Social de Nossa Senhora da Natividade de Pedrouços, Centro Social e Paroquial Santo António do Corim, Centro Social e Paroquial de Águas Santas e Lar Evangélico Português.

Marta Costa