Gueifães na final da Taça de Portugal

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Pelo terceiro ano consecutivo, a equipa feminina do Grupo Desportivo e Cultural de Gueifães vai participar na final da Taça de Portugal, em voleibol. Desta vez, o adversário é o Clube Desportivo Ribeirense. O jogo é no feriado de amanhã, pelas 11h30. A final vai ser realizada, mais uma vez, no Pavilhão Multiusos de Baião.

Com um mês de paragem, e depois de garantido o terceiro lugar na Divisão A1 do Campeonato Nacional de Voleibol, as femininas do Gueifães estiveram durante o último mês a preparar a final de amanhã. Os dias foram passados a estudar o adversário e a "dar algum volume ao trabalho de preparação para estarmos ao nosso melhor nível" na final. Quem o diz é João Pedro Vieira, técnico das maiatas. Adianta ainda que o percurso do Gueifães na Taça de Portugal foi "bastante bom", ao ponto de ter eliminado "a equipa mais forte do campeonato, que está a uma vitória de ser campeã nacional", o Clube Académico da Trofa. Feitos que fazem o Gueifães acreditar que é possível vencer o Ribeirense no jogo de Baião. "Foi um factor motivante", acrescenta João Pedro Vieira. Ainda assim, o treinador garante que "este plantel não precisava de provas nenhumas, pois sabemos bem o valor que ele tem", mas que a vitória contra o campeão nacional em potência torna possível o triunfo frente a uma equipa "que, sendo forte, não tem tantos argumentos como o Trofa". Considera ainda que o jogo não vai ser fácil, mas acredita que o Gueifães "está preparado para as dificuldades".

Embora a equipa do Gueifães seja maioritariamente amadora, está a lutar de igual para igual com equipas profissionais. O PRIMEIRA MÃO perguntou ao treinador das maiatas, João Pedro Vieira, qual é a receita para o sucesso frente a equipas mais fortes em teoria. "A dedicação e a paixão que temos pelo voleibol" é o argumento mais forte das maiatas, diz o técnico. Confessa ainda que os bons resultados só são possíveis graças "ao espírito de grupo que temos mantido e ao esforço de sacrifício que fazemos". A gestão de atletas é diferente no Gueifães. Enquanto que nas equipas profissionais os atletas estão sempre disponíveis, no Gueifães as jogadoras têm afazeres profissionais e académicos. "Metade do plantel trabalha, outra metade estuda, e temos que gerir a equipa em função da disponibilidade delas", acrescenta. Diz ainda que "o desgaste acaba por se manifestar, como foi no caso das jornadas duplas no fim do campeonato", que o Gueifães terminou em terceiro lugar.

O jogo de amanhã é às 11h30, hora pouco habitual para um jogo de voleibol. Questões de calendário televisivo que João Pedro Vieira vê com apreensão. Ainda assim, considera que "o Gueifães tem feito tudo para ter muita gente em Baião". Considera que o jogo se vai realizar a "uma hora esquisita", mas relega questões horárias para segundo plano e considera que o importante é o clube "estar pronto para a jogar a qualquer momento".

Presidente acredita

O presidente do Grupo Desportivo e Cultural de Gueifães, Américo Silva, partilha a preocupação com o calendário. "Preferia que fosse noutro dia e a outra hora, para as pessoas se poderem deslocar". Rende-se à decisão da federação e diz, em tom conformado, que a equipa "tem de aceitar" o horário imposto e "o importante é competir", confessa.

Américo Silva sempre acreditou que a equipa de voleibol feminino conseguia chegar à final da Taça de Portugal. Essa crença foi abalada depois do sorteio para os quartos de final da competição, altura em que se soube que o Gueifães iria enfrentar o Trofa. "Perdi um pouco as esperanças de estar no final da taça quando soube qual era o adversário", diz Américo Silva. Recorde-se que o Trofa estava invicto até ao embate contra o Gueifães, no dia 24 de Fevereiro. Vitória somada, o Gueifães seguiu em frente na taça e o presidente da equipa passou a acreditar numa nova presença na final. "A partir dessa vitória, tudo é possível", acrescenta.

Américo Silva lembra que se faz "muito com pouco". Além de estarem a jogar com atletas amadores, os apoios que o Gueifães recebe são poucos quando comparados com o Trofa ou outra equipa profissional. O presidente lembra que, ao contrário de outras equipas, "a estrutura do Gueifães é diferente, e temos duas equipas de voleibol, enquanto que o Trofa, por exemplo, só tem uma". O caso muda de cenário quando se analisam equipas do outro lado do Atlântico. "O Ribeirense tem quatro a cinco vezes mais apoios que nós, nem tem comparação", confessa.

Américo Silva conduz a presidência do Gueifães há 10 anos e sempre acreditou que o Gueifães ia chegar longe nas competições. Garante que direcção e equipas "estão sempre a trabalhar no sentido de fazer mais e melhor", mesmo com as condicionantes que a equipa conhece.

Agenda:

Final da Taça de Portugal

Gueifães – Ribeirense

25 de Abril de 2009

11h30

Pavilhão Municipal de Baião

Campelo – Baião