Ilídio Vale e José Carlos Noronha homenageados pela autarquia

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Ilídio Vale e José Carlos Noronha homenageados pela autarquia da Maia
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Um Lidador de prata do município e um troféu atribuído aos campeões da Europa, representando o monumento ao associativismo e coletividades da Maia, foram entregues pelo presidente da Câmara da Maia a Ilídio Vale e José Carlos Noronha, respetivamente, treinador adjunto da Seleção Nacional de Futebol A e médico assistente da mesma equipa.

Bragança Fernandes agraciou assim estas personalidades ligadas ao município e que ascenderam pelas suas funções a um dos mais elevados troféus desportivos e com uma carga emotiva nacional muito grande: campeões europeus de futebol.

Ilídio Vale é natural de Milheirós, freguesia da Maia, e iniciou as suas práticas no futebol ainda muito jovem, como coordenador técnico do Nogueirense. Duas épocas bastaram para que, aos 32 anos, o treinador fosse chamado para o FC Porto.

Em 2009 foi chamado à Federação Portuguesa de Futebol e é a partir desta data que Idílio Vale se destaca, conduzindo a seleção nacional de Sub-20 à final do Mundial da Colômbia, em 2011. Aos 58 anos, Ilídio é treinador adjunto de Fernando Santos e da equipa das quinas que se sagrou Campeã da Europa.

Uma medalha especial

“Não é a primeira vez que recebo medalhas de reconhecimento, mas esta é especial por ser a primeira vez que a minha autarquia reconhece o mérito deste maiato, o que me deixa orgulhoso e muito feliz”, frisou Ilídio Vale, que, mais uma vez, lembrou que a equipa e todos os agentes nela envolvidos “sempre acreditaram que era possível”, embora muitos não tivessem o mesmo pensamento.

Ilídio Vale salientou que um dos lemas que motivou a equipa portuguesa, “não só importante para o desporto, como para as nossas vidas, foi que podemos não ser os melhores, mas podemos ser sempre os mais competentes. Foi isso que nos guiou até ao último momento, o momento da decisão”.

Uma entorse

José Carlos Noronha foi o responsável pelo acompanhamento médico da seleção nacional e foi um agente fundamental para conseguir uma equipa forte e livre de lesões. Com um vasto currículo na área da medicina, o cirurgião ortopedista esteve desde cedo ligado ao futebol, tendo jogado na equipa dos juniores do Futebol Clube de Lamego. Foi aliás uma entorse no joelho durante um jogo, que levou José Noronha a envergar pelos caminhos da ortopedia e em especial pelas roturas de ligamento nos joelhos.

A residir na Maia, tornou-se já uma personalidade apreciada pelos maiatos, motivo que conduziu a esta homenagem realizada, no dia 21, nos Paços do Concelho da Maia.

O médico lembrou que foi uma “experiência única” que até considera ser um “caso de estudo” esta vivência de “64 homens durante 50 dias num ambiente fora de série” em que “não houve celeumas, mas sim um ambiente de amizade”. Talvez tenha sido este um dos factores que contribuiu para um “espírito de equipa e uma união” como não se viu em nenhuma outra equipa no Europeu, sublinhou José Carlos Noronha.

O médico concluiu afirmando que a vitória de Portugal em França vem confirmar que “a união faz a força e que, por vezes, não é preciso ter uma qualidade extrema para se ser campeão”.

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