Maia Basket procura a permanência em jornada decisiva

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Será decisivo para o Maia Basket o encontro deste sábado, com o Basquete de Barcelos, na última jornada do Campeonato Nacional da Proliga. Aliás, esta será a jornada de todas as decisões para as equipas classificadas entre o sétimo e o 11ºlugar da tabela classificativa. Uma dessas equipas acompanhará o Atlético na descida de divisão. O Maia Basket está precisamente no 11º lugar com 39 pontos, depois da derrota sofrida na última ronda, frente ao Angra por 86 -81.

O adversário dos maiatos está em nono lugar, e promete tudo fazer para sair vencedor deste encontro, de forma a garantir a permanência na Proliga. Os barcelenses estão ainda de olhos postos na passagem à próxima fase do campeonato, os play-off. Tudo dependerá do resultado do encontro com os maiatos e dos resultados do Angra e Eléctrico, oitavo e sétimo classificados, respectivamente. O Maia Basket está de fora da próxima fase do campeonato. À equipa de Rui Silva resta tudo fazer para evitar a despromoção. Para isso, terão de, forçosamente, vencer o encontro com o Basquete de Barcelos. “Trata-se de uma final, e como se costuma dizer, as finais não são para se jogar. São para se ganhar. E nós temos de ganhar este jogo, de qualquer forma”, avisa Rui Silva.

O Maia Basket encontra-se numa posição mais delicada do que os barcelenses. É que para além de jogarem fora de casa, os maiatos vêm de uma derrota, enquanto que o Barcelos vem de uma vitória, o que acaba sempre por dar mais motivação ao conjunto dirigido por Ricardo Rodrigues. O técnico barcelense já disse que o objectivo para este derradeiro encontro, será criar o máximo de dificuldades ao conjunto maiato. O Basquete de Barcelos também sabe que vai ter pela frente um adversário que não lhe vai facilitar a vida, e com quem, aliás, já perdeu, na visita à Maia por 72-65, na 16ª jornada. É por isso, mais um ponto a favor da equipa dirigida por Rui Silva.

Agora, resta esperar que no sábado a equipa esteja à altura da importância do encontro. “Vamos esperar que no sábado estejamos bem, estejamos a funcionar como equipa, coisa que não aconteceu no último jogo”, refere o treinador. O factor casa não preocupa o técnico maiato, até porque, diz, as melhores exibições do Maia Basket “têm acontecido fora de casa”. Em termos de jogo, ambas as equipas são muito semelhantes, embora o Barcelos seja uma formação “mais física, com jogadores mais altos e fortes”.

A missão do plantel maiato será “travar” três dos jogadores mais experientes do Basquete de Barcelos. O norte-americano Vic Akinyanju, “que faz bastante diferença no jogo interior, nomeadamente nos ressaltos defensivos e ofensivos, criando segundas oportunidades para a equipa concretizar”. Francisco Monteiro, que para o técnico do Maia Basket é, provavelmente, “o melhor jogador português da Proliga, esta época”. E ainda Carlos Fechas (ex- Vitória de Guimarães), a mais recente contratação da equipa barcelense. “É um trio atacante bastante forte. E é nessa base que vamos ter de trabalhar para conseguir ganhar este jogo, travando estes três jogadores”, argumentou Rui Silva.

Fernanda Alves