Maia Basket tem nova direcção e um projecto “Rumo ao Futuro”

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Rui Lopes é o novo presidente da direcção do Maia Basket Clube. Sucede a Aníbal Sequeira, que se encontra fora do país por motivos profissionais. Rui Lopes já fazia parte da direcção, desde há dois anos, e perante a saída do seu antecessor decidiu apresentar-se como candidato, apresentando um projecto que quer dar um novo rumo ao futuro do Maia Basket.

“O nosso projecto – ‘Rumo ao Futuro’ – espelha tudo aquilo que as associações pretendem no futuro, que é crescerem, dignificarem o clube e a modalidade”, explica.
No próximo ano, completam-se 15 anos dedicados ao basquetebol. Começou com 32 atletas. Hoje tem 150 inscritos e por lá já passaram mais de duas centenas de atletas. Apesar de já ter dado provas do seu valor e da qualidade da sua formação, o clube é ainda “muito jovem”, diz o também jovem presidente. Por isso, é necessário pensar no futuro.
E o futuro, segundo o projecto de Rui Lopes, passa por dar mais visibilidade ao clube e pela promoção da modalidade, com atletas nacionais.
É a única equipa da Maia, na modalidade de basquetebol, a competir na Proliga, e com um plantel sénior totalmente português.

E neste escalão o objectivo passa por ter uma equipa mais competitiva para a nova época, que em princípio, deverá ser na CNB 1, e alcançar o título de campeões nacionais. “É o mínimo que nós podemos exigir do Maia Basket. Já estivemos na CNB 1, mostramos o nosso valor e subimos à Proliga. Já ficamos no quinto lugar na Proliga, quando não éramos conhecidos e só com jogadores nacionais. Quando começamos a ser conhecidos, os nossos atletas começaram a ser identificados e tornou-se tudo mais complicado”, argumenta Rui Lopes. O plantel sénior tem vindo a disputar a Proliga, mas devido aos maus resultados da última época, deverá descer de divisão, “por direito desportivo”.
Rui Lopes diz que a modalidade merece que o Maia Basket esteja numa divisão como a Proliga, mas não nos moldes actuais. Para além de obrigar a deslocações a vários pontos do país e às ilhas, o clube não tem conseguido fazer frente a equipas que, por terem outras condições financeiras, se apetrecham de jogadores profissionais estrangeiros. Disputar uma Proliga, nestas condições, “não é atractivo” para o Maia Basket, que tem um plantel constituído somente por atletas portugueses, não profissionais, e maioritariamente formados no clube.

Daí que a nova direcção tenha proposto à federação a criação de uma Proliga por zonas (Norte e Sul). Mais, “no mínimo, devia ser obrigatório ter no boletim de jogo dois atletas de formação, e no máximo um estrangeiro. Quanto a mim, nem precisaríamos de estrangeiros”, defende Rui Lopes.
Se a proposta for atendida, “para nós será mais atractivo, a nível de despesas e a nível competitivo”, considera o dirigente desportivo.
O presidente da direcção do Maia Basket, reconhece que os basquetebolistas estrangeiros “são uma referência ao nível da qualidade de jogo”, mas também acredita que há atletas portugueses “com mais valor”. “A única forma de se divulgar e criar referências a nível nacional terá de começar pelos atletas portugueses. Na Liga profissional já é outra guerra, porque é o capital que manda”, diz.

Formação

O projecto de Rui Lopes aposta ainda na continuidade da formação, mas agora também no que se refere à competição feminina no escalão Sub 14. Era um projecto para daqui a dois anos, mas que vai ser antecipado devido à cedência a “100 por cento, em horário pós-escolar” do pavilhão do Centro Escolar da Estação, Maia. “Já este ano vamos informar a associação de basquetebol do Porto que vamos competir nos Sub 14, femininos”, adiantou Rui Lopes.
Outro dos objectivos do projecto “Rumo ao Futuro” é promover a imagem e trabalho do clube e, desta forma, conseguir mais apoios de forma a não depender apenas do subsídio que recebe anualmente da câmara municipal.

“É uma área que nós temos de trabalhar. Temos consciência que o Maia Basket é um clube que é desconhecido para a maioria dos maiatos, infelizmente. Quando sairmos do anonimato, temos a firme certeza que financeiramente vamos ficar melhor”, assegura Rui Lopes.
O projecto prevê ainda a inauguração da sede social. Mas é algo que ainda não está definido. De acordo com Rui Lopes, “vai ser um espaço que vai ser cedido por uma associação da Maia”. E mais não adianta. Actualmente, a sede funciona numa sala cedida pela Junta de Freguesia da Maia. “Se conseguirmos mudar para melhor, para um espaço complementar ao que já temos, melhor para nós. Precisamos de um espaço físico em que o clube se possa unir”, acrescenta o dirigente.

A finalizar, o jovem presidente do Maia Basket aproveita para deixar os seus agradecimentos a todos os que o acompanharam na direcção do clube ao longo dos últimos anos; ao anterior presidente, Aníbal Sequeira pela “dedicação”; à Câmara da Maia pelo apoio na cedências dos pavilhões; assim como aos seccionistas que considera ser o “braço armado” da direcção; aos patrocinadores, pais, atletas e treinadores.

Fernanda Alves

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