Maia Bike Team “a subir de forma”

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A Maia Bike Team, equipa da União Ciclista da Maia (UCM), participa, a partir de sexta-feira, no Troféu Liberty Seguros, a disputar até domingo. Organizada pela PAD / Lagos Sports, a prova consiste em três circuitos – Bombarral, Alenquer e Alcobaça – num total de quase 300 quilómetros.

Os corredores das 12 equipas participantes, partem para a estrada, na Rua Infante D. Henrique, no Bombarral, quando forem 15h55 de sexta-feira, para percorrerem os 89 quilómetros do circuito. No sábado, têm mais 80 quilómetros pela frente, nas 20 voltas ao percurso do circuito de Alenquer, com partida da Avenida Jaime Ferreira. Alcobaça será o palco do último circuito, no domingo, e o mais longo deste troféu. Em quatro voltas, os ciclistas vão percorrer um total de 144 quilómetros.

Além da Maia, disputam este Troféu Liberty Seguros a Onda Boavista, a Barbot-Efapel, a LA Alumínios-Antarte, a Tavira-Prio, a Liberty Seguros-SM Feira, Cartaxo capital do Vinho-CC JM Nicolau, Bicicó, Mortágua-Basi, AS-Vitória e Pauperval-Estanhos Dom António (Valongo).

Com os sete ciclistas que leva para este troféu, o presidente da UCM e director desportivo da equipa quer “tentar chegar ao fim e ter competitividade”. E apesar de consciente da “equipa muito forte” que apresenta a Liberty Seguros, a Maia Bike Team quer lutar pela melhor posição na classificação de sub-23.

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Para trás fica o terceiro lugar por equipas conseguido a 2 de Maio, na 49ª edição da Clássica de Pascua, na Galiza. Naquele que foi o regresso às competições além fronteiras, a UCM trouxe ainda da localidade de Padrón o 13º lugar, na classificação geral individual, de Rui Rodrigues, depois de percorridos os 115 quilómetros da prova. O mesmo corredor que subiu ao pódio como segundo melhor atleta da categoria sub-21, logo a seguir ao também português Rafael Reis.

Com uma média de 41,77 quilómetros por hora, esta Clássica de Pascua fica ainda na memória da equipa maiata pelas condições em que se realizou. Falamos do “percurso muito sinuoso” e das condições atmosféricas adversas, que ditaram a desistência de 75 por cento do pelotão e resultaram também em diversas quedas. Foi o que aconteceu, por exemplo, ao corredor da UCM Cristiano Teixeira, que esta época se transferiu da equipa Aluvia – Valongo. Apesar das condicionantes, no balanço da prova, Paulo Couto destacava o facto da equipa estar “a subir de rendimento”.

Para o dia 7 de Maio estava prevista a participação da UCM no Gran Prémio de Ciclismo Deputación de Pontevedra, ganha pelo português Bruno Saraiva, mas a equipa optou por não ir a Espanha e apostar apenas na Clássica de Amarante, disputada no dia 8, já que se tratava de uma prova “dura” e pontuável para a Taça de Portugal. A par dos profissionais, os corredores da Maia percorreram quase 160 quilómetros de um percurso marcado por um “relevo de sobe e desce”.

Paulo Couto reconhece que os seus atletas “aguentaram o ritmo dos profissionais”, tendo terminado a prova três corredores – Flávio Gomes (28º), Pedro Fernandes (33º) e Sandro Pinto (45º) – “ao contrário de outras equipas, que saíram completamente dizimadas”. Daí concluir o director-desportivo que “eles estão a subir de forma”.

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Esta segunda prova pontuável para a Taça de Portugal foi ganha pelo galego Delio Fernández, ao serviço da Onda-Boavista. Mas é Sérgio Ribeiro (Barbot-Efapel) o líder da taça, com um total de 130 pontos.

Marta Costa