Mocidade de Sangemil quer retomar formação

1
106

O regresso dos escalões de formação é a aposta do Mocidade de Sangemil Atlético Clube para o futuro. O desejo foi tornado público no domingo, a propósito da sessão solene que marcou o fim da comemoração dos 35 anos da colectividade, actualmente com cerca de 50 atletas no futebol amador e no futsal.

O contexto não podia ser o melhor para dar conta do projecto. Aproveitando a presença na sessão do vereador do pelouro do Desporto da Câmara Municipal da Maia, o presidente da direcção do Mocidade de Sangemil revelou a existência de um projecto para retomar a aposta na formação, interrompida há cerca de três anos, por falta de equipamentos desportivos disponíveis para treinarem, “porque haveria três espaços desportivos em obras”, recordou Mário Vinhas.

Depois deste interregno, dois ex-atletas do clube apresentaram um projecto para a criação de uma academia de jovens dos quatro aos 14 anos, com cerca de 30 atletas. Este ano, apenas a treinar, mas com o intuito de começarem a competir no escalão de infantis já a partir da próxima época. “E, a partir daí, progredir nos campeonatos distritais”, desvendou o presidente do Mocidade de Sangemil, acrescentando que o objectivo é “continuar a ser uma das grandes referências do futebol distrital amador”.

Essa mesma proposta já foi apresentada à Câmara da Maia, no sentido de solicitar espaços para começarem a trabalhar, apesar de Mário Vinhas reconhecer que, “este ano, não é fácil”. Mas não desiste, equacionando a hipótese de “remediar com Cutamas e S. Pedro Fins” ou até recorrendo ao Polidesportivo coberto de Pedrouços. No caso de Cutamas, o vereador Nogueira dos Santos alertou que o facto de ser piso em relva natural “não permite prática contínua de actividades”.

O apelo de Mário Vinhas à câmara foi reiterado pelo representante da Associação de Futebol do Porto, por entender que, “sem formação não haverá, um dia, futuro”. Ernesto Santos sublinhou que a formação numa modalidade, neste caso, no Mocidade de Sangemil, deve ser vista como um complemento para as crianças, quando saem das escolas. Na resposta, o vereador apontou a formação como “um expoente forte do concelho”, dando como exemplo o projecto da Câmara da Maia para incluir o ténis de mesa na vertente de Educação Física das Actividades de Enriquecimento Curricular (AEC).

Sobre o pedido de um equipamento desportivo, Nogueira dos Santos reconheceu que a Maia tem “algum défice de espaços”, mas prometeu analisar “alguma solução, em S. Pedro Fins ou outro local”. O autarca sublinhou que há, nesta altura, 26 polidesportivos no concelho e 11 clubes a praticar futebol. Por isso, alertou, “é preciso aproveitar o tempo”. Mais ainda quando o número de colectividades no concelho continua a crescer – das actuais 107 espera-se que cheguem às 112 nesta época – “o que implica algumas restrições na ocupação dos espaços físicos”.

Respeito e gratidão

A sessão solene de domingo marcou o fim das comemorações do 35º aniversário do clube, iniciadas a 3 de Outubro. Incluíram torneios internos – de ténis de mesa, sueca e dominó – um jogo de amizade (futebol) e actividades de outros cariz, já que o Mocidade “não se limita ao desporto e ao futebol”. Durante este período de festa, o salão da sede “foi pequeno” para os espectáculos protagonizados pelos “Amigos do Ambiente” e pelo Grupo de Danças de Salão Sílvia & Miguel. Mário Vinhas recordou ainda o convívio anual de associados que juntou cerca de 50 sócios em Monte Córdova, no concelho de Santo Tirso.

Marta Costa

1 COMENTÁRIO

  1. Parabéns MSGAC por mais um ano em prol da população sangemilense, lugar um pouco esquecido pelas entidades no que diz respeito á modernização e desertificação.

Comments are closed.