Mundial 2010: Favoritos com sotaque latino (vídeo)

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No futebol há um ditado que diz “Prognósticos só no final do jogo”. Neste caso podia-se dizer que prognósticos só no final do Mundial. No entanto existem equipas que à partida estão melhor colocadas para vencer e sobre quem recaem as maiores expectativas.
Os grandes favoritos são Brasil, Itália e Espanha, mas Inglaterra e Alemanha também não podem ser descartadas. Portugal, Argentina, França e Holanda correm por fora.

Comecemos por um dos mais crónicos candidatos: o pentacampeãs mundial Brasil. Quem já venceu o Campeonato do Mundo por cinco vezes (1958, 1962, 1970, 1994 e 2002) e finalistas vencidos em outras duas ocasiões (1950 e 1998), tem sempre as atenções voltadas para si.
Jogadores como Káká, Robinho, Júlio César, Daniel Alves, Maicon, Lúcio, Luís Fabiano ou Elano fazem parte da convocatória de Dunga, ele próprio campeão do mundo em 1994 nos Estados Unidos.
Os canarinhos têm a companhia de Portugal, Costa do Marfim e Coreia do Norte no grupo G. Uma primeira fase que promete bons jogos num Mundial que já foi considerado o mais competitivo de sempre.

As expectativas são elevadas até porque os brasileiros tiveram uma fase de qualificação bastante tranquila e querem chegar ao Campeonato do Mundo de 2014, que se realiza em território brasileiro, como campeões em título.
Numa competição deste tipo nunca se pode esquecer a selecção que defende o título. A Itália conquistou o troféu na Alemanha, em 2006, depois de já o ter conquistado em 1934, 1938 e 1982, e tenta igualar os cinco títulos do Brasil.

Marcelo Lippi, seleccionador vencedor em 2006, voltou para tentar repetir o feito e entrar nos anais da história do futebol. E quem tem jogadores como Buffon, Zambrotta, Cannavaro, Chiellini, Pirlo, Gattuso, De Rossi, Camoranesi ou Di Natale habilita-se a ganhar outra vez.
Na apresentação da convocatória de Portugal Carlos Queirós disse: “O primeiro jogo é vital para todas as equipas menos para a Itália”. A verdade é que a Squadra Azzurra nem precisou ganhar na fase de grupos para ser campeã. Em 1982, a selecção italiana empatou três jogos e chegou à final, onde bateu a Alemanha Ocidental por 3-1.
A Itália está no grupo F, juntamente com Paraguai, Eslováquia e Nova Zelândia. Avizinha-se uma primeira fase sem grandes sobressaltos para os transalpinos.
Outra das grandes selecções candidatas é a campeã europeia Espanha. Apesar de nunca terem ganho um Campeonato do Mundo, nuestros hermanos estão em grande forma e tentam juntar os dois maiores títulos de selecções.

Vicente del Bosque aproveitou o trabalho de Luís Aragonés e deu continuidade a uma selecção que conquistou a Europa em 2008 e fez uma fase de qualificação só com vitórias.
Assente no meio-campo formado no Barcelona, com Xavi, Iniesta e Fabregas, a Espanha é uma autêntica constelação de estrelas, que vaão desde Casillas e Reina na baliza, passando por Puyol, Sergio Ramos, Piqué ou Arbeloa na defesa, até David Villa, Fernando Torres ou David Silva no ataque.
Também a roja não deverá ter problemas na primeira fase, uma vez que está no grupo H com Chile, Honduras e Suíça. O pior pode ser nos oitavos-de-final onde pode encontrar Portugal ou Brasil.
Depois destes grandes candidatos, há sempre selecções que pela sua história têm lugar cativo quando se fala de favoritos. É o caso da Alemanha.

Os alemães nunca mais festejaram desde a unificação do país (o último título foi em Itália 90, pouco tempo antes da queda do muro de Berlim), mas foram campeões do mundo em três ocasiões (1954, 1974 e 1990) e detêm o maior número de finais, sete, juntamente com o Brasil.
O seleccionador Joachim Low terá algumas dificuldades em compor a equipa, pois a manschaft foi assolada por uma onda de lesões neste final de época. O capitão ballack, o guarda-redes titula Adler, Westerman, Rolfes e Trasch tinham lugar garantido na África do Sul, mas problemas físicos impedem-nos de dar o contributo.

Ainda assim o grupo não é complicado, pois defronta Sérvia, Austrália e Gana no grupo D, e os alemães vão tentar dar corpo à máxima “No futebol são 11 contra 11 e no final ganha a Alemanha”.
Outra selecção que não se pode descartar do grupo de favoritos é a Inglaterra. A equipa das terras de Sua Majestade apresenta-se no continente africanos depois de ter falhado o Euro 2008 e com um seleccionador considerado um dos melhores treinadores do munido, Fábio Capello.
Sem Beckham lesionado, os ingleses apostam em Rooney como figura principal. Depois há Glen Johnson, Rio Ferdinand, John Terry, Lampard., Gerrard ou Joe Cole.
Os britânicos estão no grupo C com Argélia, Estados Unidos e Eslovénia e tentam repetir o único título mundial conseguido em casa, em 1966.

Por fora correm outras quatro selecções das quais Portugal é a única sem qualquer título de selecções. Os comandados de Queirós tentam fazer história e contam com o galáctico Cristiano Ronaldo para tal.
A França chega à África do sul com escândalos sexuais envolvendo a grande estrela da equipa Ribéry. Sem Benzema e com Raymond Domenech muito contestado, os finalistas de 2006 encontram na primeira fase a anfitriã África do Sul, o Uruguai e o México no grupo A.
Depois há a Argentina. Maradona é um seleccionador imprevisível, mas quem tem Messi, Aguero, Milito, Tevez, Higuaín, Di Maria e Samuel pode ganhar tudo. Os argentinos encontram Coreia do Sul, Nigéria e Grécia no grupo B.

A Holanda também não pode ser esquecida. Com Robben, Sneijder, Van der Vaart, Van Bommel, Van Persie ou Kuyt, a laranja mecânica tenta ser demolidora depois de mais uma fase de qualificação sem grandes sobressaltos. Os holandeses estão no grupo E com Camarões, Dinamarca e Japão.
A 11 de Julho, em Joanesburgo, será conhecido o vencedor da 19ª edição do Campeonato do Mundo de Futebol.

André Cordeiro