Nortecoope: Quinze anos sempre a ganhar

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A Nortecoope resolveu pôr fim à Fundação que tantas vitórias tem dado no hóquei em patins feminino português. Após dez anos de hegemonia divida entre o Centro Desportivo, extinto há um ano, e a Fundação Nortecoope, a cooperativa maiata entende não ter condições para continuar e pôs fim à equipa logo após uma suada vitória na Taça de Portugal.

A equipa comandada por Custódio Silva voltou a conquistar tudo. Supertaça, Campeonato e Taça de Portugal voltaram a entrar no museu da Nortecoope. As maiatas dominaram todas as competições numa época em que averbaram apenas uma derrota.
A formação maiata retira-se assim da competição conquistando tudo o que havia para ganhar. Em conjunto com o Centro Desportivo, conquistaram todos os Campeonatos, Taças e Supertaças em que competiram, e ainda venceram a Taça do Mundo de Clubes.

Na hora da despedida, o presidente da Nortecoope, Joaquim Faria, “lamenta esta decisão que acreditamos ser uma perda para a modalidade”, mas deixa também algumas razões para o fim da formação feminina: “Houve uma série de factores que nos levaram a tomar esta decisão. A falta de competitividade, a falta de apoios à modalidade e a insegurança para as atletas da formação continuarem no clube levaram-nos a decidir não inscrever a equipa na próxima época. Foi a melhor decisão”.

O responsável maiato garante que um regresso será difícil: “Ainda não sabemos se no futuro será igual, mas em princípio esta decisão é para manter”, adianta o presidente do clube.
Sobre o futuro das jogadoras e equipa técnica, Joaquim Faria diz que “seguirão a carreira noutros clubes e algumas atletas terminam a carreira e abandonam a modalidade”, conclui o presidente da Nortecoope.
A competir ficam agora as duas equipas masculinas. A Fundação Nortecoope na 2ª Divisão Zona Norte e o Centro Desportivo Nortecoope na 3ª Divisão.

André Cordeiro