Nuno Borges abre ação portuguesa no quadro principal do Maia Open

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Foto Beatriz Ruivo

Nuno Borges estreia-se esta segunda-feira na segunda edição do Maia Open, torneio do ATP Challenger Tour que a Federação Portuguesa de Ténis organiza com o apoio da Câmara Municipal da Maia. No qualifying, Luís Faria foi eliminado na ronda de acesso um dia depois de somar a primeira vitória da carreira a este nível.

Número 398 da hierarquia mundial masculina, o jovem maiato recebeu um dos três wild cards à disposição da organização e terá como adversário Bernabe Zapata Miralles, espanhol que é o 155.º do mesmo ranking e que em agosto conquistou o primeiro título Challenger da carreira (depois de duas finais perdidas) em Cordenons, Itália.

“Jogar um torneio destes em casa é sempre muito bom, sobretudo nesta altura difícil. É intimidante ter a minha foto em todo o lado, mas tenho de ver isso como um bom sinal”, comentou o tenista português de 23 anos na antevisão ao torneio.

Em condições muito diferentes das do Lisboa Belém Open (o outro Challenger que disputou este ano), “pela altura do ano e por ser indoor”, Borges gosta das sensações do Complexo Municipal da Maia. “Este ano o court central está com mais terra do que o habitual, mas sinto-me muito bem e estou a movimentar-me bem. O facto de ser indoor ajuda-me, mesmo que seja em terra batida. O campo fica mais estável. E, ao contrário de Belém, tive tempo para me preparar. Mas lá provei que consigo ganhar jogos deste nível”.

Sobre o duelo de estreia frente ao tenista espanhol, Nuno Borges recordou a “tareia” que sofreu no escalão de sub-18. “Mas já passou muito tempo e agora ambos estamos a jogar melhor”, alertou, mostrando-se conhecedor do palmarés e forma recente de Zapata Miralles. “O torneio está fortíssimo, ainda mais do que o ano passado. Vou vendo jogo a jogo e espero surpreender”.

Para além de Nuno Borges, irão a jogo no quadro principal de singulares do Maia Open outros cinco portugueses: Pedro Sousa (segundo cabeça de série), João Domingues, Frederico Silva e os wild cards Gonçalo Oliveira e Gastão Elias, mas só a partir de terça-feira.

Este domingo, a comitiva portuguesa podia ter recebido a companhia de Luís Faria, só que o jovem vimaranense de 21 anos foi travado na ronda de acesso do quadro principal: um dia depois de ter vencido pela primeira vez num torneio do ATP Challenger Tour, o tenista do Centro de Alto Rendimento da Federação Portuguesa de Ténis despediu-se da variante de singulares com uma boa exibição, mas ainda assim insuficiente para travar o checo Michael Vrbensky, que venceu por 6-4 e 6-4 em 1h55.

“Foi um encontro muito equilibrado. 6-4 e 6-4 em duas horas demonstra o equilíbrio. Ele foi mais competente nos momentos decisivos e teve mérito. Nalguns pontos joguei um bocado à retranca, mas noutros foi ele que jogou bem e acho que isso fez a diferença”, admitiu.

“Não houve grande diferença entre nós. A maior foi que ele ganhou mais pontos de borla, mais pontos fáceis, e isso deu-lhe um oxigénio que eu nunca tive. Mas acho que o nível foi alto. Faltam-me mais jogos como este e ele conseguiu manter quase sempre um ritmo e intensidade altos”, acrescentou Luís Faria, que na variante de pares irá a jogo ao lado de Tiago Cação frente a outra dupla 100% portuguesa: Pedro Sousa e Gonçalo Falcão.

Para além de Michael Vrbensky, que derrotou Luís Faria, também seguiram para o quadro principal do Maia Open o francês Maxime Hamou, que vai defrontar Pedro Sousa, o turco Altug Celikbilek, que será o adversário de Gonçalo Oliveira, e o croata Duje Ajdukovic.”

(Gaspar Ribeiro Lança)