Salomé Rocha ‘cede’ título de 10.000 metros a Sara Moreira por calçado irregular

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Sara Moreira_imagem Rodrigo Antunes LUSA
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Carla Salomé Rocha, do Sporting, foi hoje desclassificada pela Federação Portuguesa de Atletismo (FPA) da prova dos 10.000 metros dos campeonatos de Portugal, disputa na sexta-feira, com o título a ser entregue à sua companheira de equipa Sara Moreira.

De acordo com um comunicado da FPA, no final da corrida, disputada na Pista Municipal da Maia, “constatou-se uma situação que viola a regra 5 (utilização de calçado homologado) da World Athletics, prontamente esclarecida pela atleta Carla Salomé Rocha e pelo seu treinador, Rui Ferreira”.

“Inadvertidamente, utilizou um modelo de sapatos de corrida que não está homologado para provas de pista (…) o que implica a desclassificação e não homologação do resultado da atleta Salomé Rocha”, adianta a federação, esclarecendo que atleta e treinador “reconheceram o erro”.

Face à desclassificação de Carla Salomé Rocha, que tinha triunfado em 32.49,93 minutos, é “considerada campeã de Portugal de 10.000 metros da época 2019/2020 a sportinguista Sara Moreira (33.04,94 minutos), seguida de Carla Martinho, do Recreio de Águeda (34.19,72), e Sara Duarte, do S. João da Serra (35.19,34)”.

Na competição masculina, a vitória foi de Samuel Barata, do Benfica, que se sagrou campeão pela segunda vez, depois do título conseguido em 2015.

O programa contou ainda com uma segunda série de 10.000 metros masculinos, que Miguel Borges, da 4Run, ganhou com o tempo de 29.34,56. Realizaram-se duas provas extra de 5.000 metros, sendo que Etson Barros, do Benfica, impôs-se com à vontade na masculina, fazendo com 14.34,96 minutos, e Mariana Machado, do Sporting de Braga, ganhou a feminina, com 15.57,05.

A Federação Portuguesa de Atletismo (FPA), em comunicado, explicou que o agendamento da prova se justificou devido à “importância que adquire a criação de oportunidades para que os atletas possam tentar a qualificação para os Jogos Olímpicos de Tóquio”, em 2021.

O presidente da FPA, que esteve na Maia, disse à agência Lusa que essa qualificação passa agora pela “obtenção de pontos” em provas como esta ou em ‘meetings’ internacionais certificados para tal e também por tempos mínimos.

A Federação esclareceu que devido às contingências impostas na sequência da pandemia de covid-19, “para permitir a deslocação dos atletas”, a prova decorreria num horário pouco habitual para um dia de semana.

As corridas começaram pouco depois das 15:00 e realizaram-se debaixo de muito frio e sem público, devido à pandemia.

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