Sandro Pinto vence etapa da Volta a Portugal do Futuro

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Um corredor da Maia Bike Team venceu uma etapa daquela que é considerada a prova mais importante no escalão sub-23. Mais do que isso, a etapa rainha desta 19ª Volta a Portugal do Futuro Jogos Santa Casa, que terminou no domingo e que marcou o fim da época desportiva. Sandro Pinto acabou por ser o melhor da equipa maiata em prova, terminando no sexto lugar da classificação geral. Quanto à camisola amarela, foi Joni Brandão (Liberty Seguros / Santa Maria da Feira quem a conquistou.

Mas o destaque da Maia Bike Team aconteceu à quarta das cinco etapas da Volta a Portugal do Futuro, no sábado, na ligação entre Rio Maior e o alto de Montejunto. Sandro Pinto percorreu os 124 quilómetros (kms) da tirada em três horas e 19 minutos, com uma velocidade média de 37,3 kms/hora. A apenas três quilómetros da meta, “Pinto estava na roda de Joni Brandão, suspirou fundo e com uma pedalada vigorosa ultrapassou o líder da prova em direcção à meta”, lia-se na nota emitida pela Lagos Sports – organizador da prova – no final da etapa.

Até este triunfo, o corredor natural de Barroselas passou por algumas dificuldades. Desde logo, o clima, que fez com que a tirada fosse “bastante dura”, confessou Sandro Pinto no final, em declarações cedidas pela organização da prova. Como se não bastasse, sofreu uma queda a cerca de 50 kms do fim, “mas nada de grave”. Para compensar, enfrentou uma subida “que já conhecia”, do Grande Prémio de Torres Vedras e de anteriores edições da Volta a Portugal do Futuro. Nessa altura, já a sentir-se “bastante bem”, atacou no momento decisivo da etapa, garantindo a vitória.

Outro corredor da Maia em destaque foi Flávio Gomes, também ele de elite, que terminou a prova na 13ª posição da geral individual. Estes foram os dois ciclistas de elite que a equipa maiata colocou em prova, de um total de sete. Aliás, os únicos sete que terminaram a época, marcada por um calendário quase cem por cento profissional, “o que nos limita nos resultados”, lamenta o técnico, Paulo Couto, ainda que tentando “aproveitar ao máximo as provas para a categoria”, isto é, sub-23. Reflexo disso é também o quinto lugar por equipas, conseguido nesta Volta a Portugal do Futuro, ganha pela Liberty Seguros / Santa Maria da Feira. Aliás, equipa que, “pelas condições económicas que tem, tem os melhores corredores”, reconhece.

Ciclismo a “acabar”

Esta foi a última prova da época para a Maia Bike Team e tudo indica que a última do conjunto. O futuro do ciclismo na Maia está, novamente, em dúvida. Tal como aconteceu na sequência da perda da equipa profissional para a Póvoa de Varzim, ainda com Aires Azevedo como presidente da União Ciclista da Maia (UCM). Mas, sobretudo, pela falta de condições para manter o projecto, decorrente da falta de apoios.

Aquele que era apenas o director desportivo, Paulo Couto, assumiu a presidência da UCM e, esta época, ainda foi obrigado a acumular outras funções. Foi também massagista e até mecânico, depois da saída do responsável por esta missão para a Federação Portuguesa de Ciclismo. A somar aos corredores que foram deixando a equipa ao longo da época, tendo em conta que eram 13, no início. Concluindo, “esta época foi atravessada com muitas dificuldades”, lamenta, geradas em grande parte pela redução do subsídio atribuído pela Câmara Municipal da Maia ao clube. Mas também pelas dificuldades para angariar patrocínios.

Ora, parece que, no que toca ao ciclismo, o concelho que se diz “à frente no seu tempo”, está a regressar ao passado. E tudo indica que o futuro passe por “acabar mesmo” com o projecto, admitiu Paulo Couto a PRIMEIRA MÃO, já que “as pessoas não nos ligam nada”. Apesar da participação em diversas provas (a nível nacional), apesar das três edições da Volta ao Concelho da Maia organizadas, apesar da UCM ter também organizado uma prova de BTT dos Jogos Inter-Freguesias e de ter colaborado na organização da Maia Bike Team.

Marta Costa