Sangemil quer repôr verdade desportiva

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Em favor da verdade desportiva, o Clube Académico de Sangemil está a preparar um dossier para enviar à Federação Portuguesa de Futebol. Em causa está a recente decisão do conselho disciplinar da FPF de desclassificar o Araucária do Campeonato Nacional da 3ª Divisão, Série A, devido à falta de comparência da formação de Vila Real no jogo da penúltima jornada do campeonato, frente ao Merelinense.

Com esta decisão, o Clube Académico de Sangemil é o principal prejudicado, descendo aos distritais, uma vez que o Arca recupera os três pontos perdidos no jogo frente ao Araucária, em jogo relativo à 19.ª jornada do campeonato.

“Eu já ando há muitos anos nisto, e esta é a situação que mais me envergonha, mais me deixa frustrado e mais sinto que fui humilhado no meio disto tudo”, desabafava o presidente, Joaquim Reis, à margem da maratona de futsal.

O presidente do CAS coloca de parte qualquer “esquema” por parte do Araucária, até porque já conversou com o presidente do clube. “O objectivo não era prejudicar terceiros mas sim para prejudicar o próprio Araucária e estivesse dois anos sem competir”.

Esta é precisamente uma das bases da argumentação que o Sangemil está a preparar para entregar na Federação Portuguesa de Futebol. O único aspecto que há “é tentar a defesa intransigente da verdade desportiva”, ressalva o dirigente. “Nós é que fizemos mais pontos em campo, não cometemos nenhum irregularidade, não merecemos ser prejudicados por irregularidades cometidas pelos outros”, justifica.

Já na semana passada a direcção do clube reuniu com dirigentes da Associação de Futebol do Porto pedindo a sua colaboração. “Somos seus filiados e estamos no campeonato nacional e como tal exigimos, exigimos mesmo a sua ajuda neste processo”. A “fé” que o clube tem ´”é que vai ser reposta a verdade desportiva” e que “não vamos ser prejudicados”.

Isabel Fernandes Moreira