Santana vai trabalhar para a manutenção

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O Santana está a trabalhar em pleno para atacar um campeonato que arrancou no passado fim-de-semana. Depois de em 2009/2010 terem feito uma carreira brilhante, em que conseguiram a subida à 2ª Divisão do andebol português, os maiatos lutam agora para ficar por lá. Na primeira jornada, somou dois pontos, fruto de um empate (30-30) conseguido frente ao Académico. O técnico queria trazer pontos e trouxe dois, que colocam a equipa na quinta posição da tabela classificativa.

Hoje, cumprindo a segunda jornada do campeonato, Zona Norte, os homens orientados por Francisco Monteiro, voltam a jogar fora, no Municipal da Maia, com a Académica da Maia / Ismai, que na primeira jornada venceu o Fafe por 27-29. O encontro está marcado para as 17h30.
A Académica da Maia ocupa a terceira posição da tabela, com três pontos.

Fazendo um balanço da pré-época, o treinador da formação de Gueifães, mostra-se satisfeito com o que viu durante o período de preparação da equipa. “Começamos a trabalhar a 16 de Agosto e parece-me que os jogadores estão bem. É certo que, fruto da equipa não ser profissional, nem sempre tivemos o plantel completo à disposição, mas estamos optimistas”.

Apesar da subida de divisão o grupo acabou por não se manter todo e há algumas mudanças. “As alterações mais significativas são nas pontas e na baliza. Para guarda-redes fomos buscar o Luís Coutinho, que já esteve connosco há duas épocas, também trouxemos uma ponta-esquerda, o Ivo, e dois ponta-direita, o Joca e o Rui Tiago. Conseguimos colmatar assim as saídas do Tiago na ponta-direita e do Fernando na ponta-esquerda, porque ele terminou no andebol devido a afazeres profissionais” conta Francisco Monteiro.
Uma subida de divisão acarreta sempre mais responsabilidades e duelos com equipas mais fortes. Uma realidade que o treinador do Santana tem bem presente. “A equipa está preparada. Temos que nos mentalizar que é um campeonato diferente do ano passado. Enquanto que na 3ª Divisão havia três ou quatro equipas fortes, aqui já não será assim porque cada jogo é uma batalha. O plantel é jovem, tem uma média de 23 anos, e não temos jogadores muito experientes para nos ajudar. Daí termos maior trabalho a nível psicológico”.

Devido à falta juventude dos jogadores e à recente promoção, os objectivos têm que ser realistas: “Partimos com a manutenção no horizonte. Queremos pensar jogo a jogo. Sabemos que temos qualidade para ganhar em qualquer pavilhão, mas também sabemos das dificuldades que vamos encontrar. Entramos sempre para discutir os três pontos”, afirma Francisco Monteiro.

André Cordeiro e Isabel Fernandes Moreira