Terceira edição da Volta à Maia em Bicicleta com equipas profissionais (vídeo)

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Equipa da UC Maia

Arranca esta sexta-feira, 02 de Abril, a terceira edição da Volta à Maia em Bicicleta, uma organização da União Ciclista da Maia, com a colaboração da Câmara Municipal. A edição deste ano surge com algumas alterações. A primeira das quais prende-se com o calendário. A prova passou de Setembro para Abril, aproveitando uma lacuna no calendário deixada pelo fim da Volta ao Alentejo, que também possibilitou a abertura de portas para a participação de profissionais.

(Ver percurso da Volta à Maia 2010)

A prova, assim como a equipa de sub 23 Maia Bike Team para a presente época, foram apresentadas esta terça-feira, em conferência de imprensa. A iniciativa contou com a presença do presidente da Câmara Municipal, Bragança Fernandes, do presidente da Assembleia Municipal, Luciano Gomes, do vereador do desporto de edilidade, Hernâni Ribeiro, do patrocinador da equipa, do representante da Federação Portuguesa de Ciclismo e da velha glória do ciclismo português, Alves Barbosa, que aproveitou para falar das suas ligações à Maia e ao ciclismo maiato, recordando os irmãos Moreira de Sá.

Na plateia, para além dos atletas que vão representar a União Ciclista da Maia, estavam representantes das forças de segurança (PSP e GNR) e outros ciclistas que fizeram questão de marcar presença, entre eles o vencedor da primeira edição da Volta à Maia, Nélson Oliveira, e hoje é internacional, representando uma equipa espanhola.
Sendo assim esta edição vai contar com a participação de 16 equipas – cinco das quais profissionais, (Madeinox/Boavista, C.C. Loulé/Louletano, Palmeiras Resort/Tavira, Barbot/Siper e LA Paredes/Rotas dos Móveis), oito equipas de sub23 e três espanholas. “A mais valia nesta alteração é termos as equipas profissionais onde constam atletas como Cândido Barbosa, David Blanco, vencedor da Volta a Portugal e outros valores do pelotão nacional profissional”, enumera o presidente da União Ciclista da Maia, Paulo Couto. A nível das equipas espanholas, vão participar a Spol Caixanova, que já é repetente, a equipa de Lugo, e a dos Supermercados Froiz, considerada uma das mais fortes, “senão a mais forte equipa amadora espanhola”, acrescenta.

De acordo com o dirigente, para os ciclistas da UCM esta prova acaba também por lhes dar a oportunidade de se mostrarem à população. “Retomamos, este ano, novamente a equipa de sub 23, depois do interregno do ano passado, de forma que, apesar de eles serem muito jovens, de mostrarem algumas dificuldades junto do pelotão profissional. Mas é também uma oportunidade de marcarmos presença com uma equipa, não sendo o mero organizador da prova”.

A volta ao concelho da Maia, prova que pertence ao calendário de estrada da Federação Portuguesa de Ciclismo, é composta por três etapas, duas em linha e uma contra-relógio individual. A primeira etapa é uma repetição das edições anteriores. Vai percorrer 14 das 17 freguesias do concelho, num total de 143 quilómetros. O contra-relógio, de 8,8 quilómetros, desta vez fora vai realizar-se do estádio municipal. Na tarde de sábado, o circuito urbano vai realizar-se junto à Câmara Municipal, e é composto por 20 voltas num percurso de 3,5 quilómetros.

Prova aberta

Paralelamente e com o objectivo de fomentar a prática da modalidade, no sábado realiza-se uma “prova aberta”, destinada a todos aqueles que queiram experimentar o que é uma corrida. A prova é composta por 11 voltas a um circuito de 3,60 quilómetros, num total de 33,6 quilómetros. “Foi uma das novidades da segunda edição e que constituiu um êxito pela adesão das pessoas”. No ano passado chegou quase aos 100 participantes e a uma semana da prova já estavam inscritos cerca de 50 atletas. “Penso que também ela está a tornar-se uma tradição”.
Mas também foi alvo de algumas críticas por parte dos participantes por ser um percurso “algo sinuoso e o paralelo também dificulta o desempenho dos ciclistas”. Este ano a prova vai ser transporta para o centro da Maia. “Será uma prova interessante para quem está a ver e para quem acompanha os atletas e será também mais fácil em termos de terreno”, garante Paulo Couto.

Paulo Couto recorda ainda que um dos objectivos a que se propôs quando regressou à União ciclista foi dar ao clube uma nova vitalidade, uma nova filosofia que permitisse uma aproximação à população. “Criamos em 2008 a Volta à Maia, ainda com a direcção anterior e agora é meu objectivo e da direcção dar sequência à volta à Maia e continuar essa aproximação à população com a criação da escolinha de ciclismo e na colaboração que temos, por exemplo, com o departamento de desporto da Câmara Municipal no Inter Freguesias”.

Isabel Fernandes Moreira

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