Título conquistado na praia

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O campeonato de pavilhão já acabou mas o Gueifães continua em grande. Depois de Joana Neto, em conjunto com a barcarense Mariana Alexandre, se ter sagrado vice-campeã europeia de sub-18, agora foi a vez da dupla maiata Ana Freches / Juliana Antunes vencer o Campeonato Nacional de Voleibol de Praia.
Na terceira e última etapa do Circuito Nacional de Voleibol de Praia Feminino, as atletas gueifanenses venceram na final, realizada na cidade transmontana de Macedo de Cavaleiros.
No jogo decisivo, Ana e Juliana bateram as surpreendentes Rosa Couto / Tânia Oliveira. No 1º set as meninas do Gueifães venceram de forma clara por 21-10. A dupla surpresa da final ainda venceu no 2º set por 21-17, mas no set decisivo as diferenças entre as duas equipas vieram ao de cima e as novas campeãs nacionais venceram com 15-8.

Juliana Antunes já tinha vencido em 2008, mas afirma que “ser campeã nacional é sempre um excelente título”. Ainda assim, não foi uma total surpresa: “Este ano era o grande objectivo. Nunca tínhamos jogado juntas, foi a primeira vez, e até resultou bem. Queríamos ser campeãs e ser também mais regulares, apesar de serem só três etapas”, diz Juliana.

Depois da boa época ao serviço do Gueifães, as maiatas ainda não tiveram descanso: “A época acabou e Abril e começámos logo a treinar para o vólei de praia. Estreámo-nos na etapa do Circuito Mundial em Brasília, íamos com pouco treino e é sempre difícil passar do indoor para a praia, mas estamos com bom enquadramento e conseguimos conciliar tudo”, adianta a atleta do Gueifães.
Em competição há quase um ano sem interrupções, as atletas maiatas não pensam em parar: “Não vai haver férias. Esta semana vamos já para mais uma etapa do Circuito Mundial, na Holanda, depois vamos para um etapa da World Cup, que se realiza na Eslovénia e faz parte do apuramento para os Jogos Olímpicos. A seguir regressamos ao voleibol indoor”.

A presença nos Jogos Olímpicos de Londres2012 não está colocada de parte, mas a componente financeira pode ser impedimento:”É sonho de qualquer atleta estar lá, mas vai ser muito difícil. Para isso tínhamos que disputar todas as etapas do World Tour. Até agora as que estamos a realizar têm sido às nossas custas, não temos qualquer apoio. São muitas despesas, mas não temos outra maneira de ir e tentar subir no ranking”, conclui Juliana Antunes.

André Cordeiro