União Ciclista com saldo negativo

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Ainda não há nova direcção da União Ciclista da Maia (UCM). A eleição dos corpos gerentes para o período 2008-2010 fazia parte da ordem de trabalhos da assembleia-geral da passada sexta-feira, dia 28 de Novembro, mas não foi apresentada qualquer lista candidata. Nem mesmo o actual presidente da direcção, Aires Azevedo, se recandidatou, alegando algum cansaço. Porque “já são 15 anos”, confessou a PRIMEIRA MÃO. Assim, foi convocada nova assembleia para o dia 15 de Janeiro, a partir das 21h00. Até lá, a actual direcção assegura a gestão do clube.

Da ordem de trabalhos da assembleia-geral de sexta-feira fazia ainda parte a aprovação do relatório de contas da actual direcção, que se traduzem num saldo negativo de quase 70 mil euros, resultado de incumprimentos e apenas no que se refere à época que terminou recentemente. Logo, para manter as contas equilibradas e cumprir com aquilo a que a UCM se comprometeu, “alguém teve que adiantar esse dinheiro”, lamenta. Isto para conseguir afirmar que, “neste momento, temos documentos que mostram que não devemos nada à Segurança Social nem às finanças”.

Até à assembleia-geral do dia 15 de Janeiro de 2009, essas contas podem mudar, se forem efectuados pagamentos das verbas em falta. Aires Azevedo espera também que, até lá, apareça alguém disponível para assumir a direcção da UCM, deixando antever que o cansaço destes 15 anos de dedicação ao ciclismo na Maia o deverão demover de se recandidatar. Porque “são muitos anos e já se passaram muitas coisas nesses anos”, acrescentando que é tempo de “dar lugar aos mais novos”. Mas alerta que ainda “há diversos problemas para resolver”, sem querer pormenorizar e desejando que seja encontrada a solução e que continue a existir a União Ciclista da Maia.

No encontro da passada sexta-feira, não tão participado quanto o desejado, os associados da UCM fizeram ainda o balanço do trabalho desenvolvido pela actual direcção, destacando Aires Azevedo “o prazer de ter vencido uma Volta a Portugal, o que é um estímulo muito grande para os directores”, em 2007, apesar de ter perdido depois a equipa profissional de ciclismo, que se mudou para a Póvoa de Varzim.

Marta Costa