Voltar para ganhar experiência

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A União Ciclista da Maia esteve sem competir em provas nacionais durante todo o ano de 2009. Os ciclistas maiatos regressam agora em 2010 com uma nova equipa de sub-23 mas ainda sem objectivos muito ambiciosos. Rodar e ganhar experiência são as palavras de ordem.

O presidente da União Ciclista da Maia, Paulo Couto, dá voz a esse objectivo: “As expectativas são limitadas porque só temos uma equipa de formação, e temos o apoio da Câmara Municipal da Maia exactamente para isso. O sentido que as pessoas querem dar ao clube nesta época é esse mesmo da formação. O objectivo da equipa não é ainda ser ganhadora, isso é para os profissionais, nós queremos é estar presentes nas provas, que os atletas se adaptem e evoluam. Enquanto não reunirmos apoios para estar no escalão maior, os objectivos passam mesmo pela formação”.

A preparação para a nova época velocipédica nacional já está em curso e os dez ciclistas que integram a equipa já treinam em pleno: “Estamos a ultimar tudo em termos de logística e em termos humanos os corredores estão-se a treinar já há bastante tempo. Inclusivamente já estão numa segunda fase de treinos exclusivos com a bicicleta”, afirma Paulo Couto.

O calendário de provas em que a UCM vai estar presente também já está pensado mas pode sofrer alterações consoante o comportamento dos ciclistas: “O calendário para as equipas de sub-23 é muito vasto. Tem corridas próprias para a categoria, caso da Volta à Maia ou da Volta a Portugal do Futuro. Depois tem outras provas em que podemos participar conjuntamente com equipas profissionais portuguesas e estrangeiras, com excepção da Volta a Portugal, Volta ao Algarve e Volta ao Alentejo. Pretendemos cumprir também algumas provas do calendário espanhol, nomeadamente da vizinha Galiza, como a Volta à Corunha, Volta à Galiza ou até a Volta a Valladolid. Com o decorrer do no vamos analisar a capacidade dos corredores, que são muito jovens, para podermos planificar o resto da época”, diz o presidente da UCM.

A época inicia-se no dia 14 de Fevereiro, com o Troféu RDP, que se realiza no Algarve, e onde vão estar presentes as cinco equipas profissionais portuguesas e as onze de sub-23. Paulo Couto fala de novo em ganhar experiência nesta prova: “Em provas onde participam equipas profissionais os objectivos ficam condicionados por causa da idade dos nossos atletas. De forma que o objectivo é dar-lhes uma oportunidade de contacto com os mais velhos e uma mais-valia para a sua formação”, atira o dirigente maiato.

Uma nova época está a iniciar-se, mas outra terminou e com muitos acontecimentos a assinalar. O presidente da UCM elegeu o melhor e o pior momento de 2009: “O pior momento foi o controlo anti-doping positivo ao vencedor da Volta a Portugal, Nuno Ribeiro. Foi um mau momento para a modalidade e que mexeu com o estado de espírito das pessoas ligadas ao ciclismo. O melhor é o facto de haver um número maior de corredores portugueses a assinar com equipas estrangeiras, caso do Tiago Machado ou do Manuel Cardoso. Isto prova que o trabalho das pessoas está a dar frutos e os corredores são pretendidos por equipas de topo mundial”, conclui Paulo Couto.

André Cordeiro