Campanha “Maia + Local” avaliada após um mês

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Fotografia da autoria de Maia Primeira Mão
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Ao completar-se um mês do arranque da iniciativa, no início de junho, o Primeira Mão procurou perceber como está a decorrer a retoma do negócio junto de alguns dos estabelecimentos aderentes à campanha da Câmara da Maia.

 

A Suave Aroma é uma loja de malas e vestuário, e Ana Serra, funcionária, explica que o estabelecimento aderiu à iniciativa “Maia + Local”, porque “achamos que era um incentivo muito bom para as pessoas comprarem aqui no comércio da Maia”. Segundo a mesma, “grande parte das pessoas que trabalha na cidade compra fora, porque muitas vezes não conhece o comércio local”.

Questionada acerca do objetivo do programa maiato, Ana menciona que uma maior afluência de clientes ainda não foi sentida na Suave Aroma. “As pessoas ainda estão a começar a comprar e a conhecer esta iniciativa”. Assim, Ana Santos considera que a campanha deveria ser alargada por mais tempo. “Acho que poderia ser prolongado até ao natal por exemplo. Seria muito giro e era uma aposta diferente para a Maia”.

“’Maia + Local’ é uma forma de dinamizar o comércio e de incentivar ao consumo”

Na Multiopticas da Maia, Liliana Melão e a sua colega de trabalho também sentem que o “Maia + Local” é um bom incentivo ao consumidor. “É uma forma de dinamizar o comércio e de incentivar ao consumo”, explicam. Apesar de não terem sentido também grandes diferenças na quantidade de clientes, ambas reconhecem que a iniciativa pode ser mais rentável em vendas de produtos de menor valor, “como nos cafés, por exemplo”.

Elisabete Carvalho, da Farmácia Bom Despacho, refere que a adesão do “Maia + Local” surgiu como “uma oportunidade para fazermos com que o comércio local, ou propriamente as pessoas daqui, pudessem gastar mais à sua volta e também para dar um alento às pessoas que pedem os seus medicamentos aqui na farmácia”. No entanto, o objetivo não foi cumprido, nesta farmácia onde se continuam “a ver os mesmos rostos” de sempre.

A farmacêutica refere que a iniciativa seria mais atrativa “se houvesse outro tipo de incentivos à comunidade”. Segundo ela, “esta fase correu muito bem”, mas agora é tempo de esperar até ao final para “podermos avaliar se valeu a pena ou não”. Elisabete Carvalho também aproveita a oportunidade para comentar que as pessoas continuam a cumprir com as regras impostas pela pandemia. No entanto, na camada jovem regista-se um certo relaxamento e por isso, os mais novos “são aqueles que menos cumprem neste momento”.

Os tempos de pandemia foram rigorosos no setor do comércio e para estes vendedores, os objetivos do programa “Maia+Local” ainda não estão totalmente cumpridos. Mas com o verão à porta, e com mais um mês da iniciativa, ainda há esperança para o comércio maiato.

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