Clínica da Maia quer “fazer mais e melhor”

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A Clínica da Maia está a comemorar dois anos de existência no concelho. Faz dois anos exactamente este domingo, dia 2 de Novembro. Para fazer o balanço e traçar os novos desafios, PRIMEIRA MÃO falou com Duarte Magalhães, director de Marketing do Grupo Trofa Saúde.

PRIMEIRA MÃO – Em dois anos de balanço da Clínica da Maia, o que é que se pode dizer?

Duarte Magalhães – Realmente, a Clínica da Maia está de parabéns. Nós conseguimos, no início deste segundo ano, e entre outras coisas, alargar as instalações para o dobro. O espaço físico hoje disponível é, realmente, generoso, mas não ficámos por aí. Fizemos aquilo que nos parecia ir de encontro às necessidades que os nossos clientes referiam há algum tempo e integrámos novas especialidades. Nesse sentido, alargámos também a oferta em serviços médicos, em serviços de saúde, em serviços de enfermagem, o que nos motiva na medida em que a sua integração corresponde, em toda a sua dimensão, aquilo que são as necessidades identificadas e estamos já a ter bastante sucesso.

O alargamento do espaço físico e do número de especialidades foi algo que já estava pensado no arranque do projecto ou foi motivado pela necessidade, pelas visitas de clientes à Clínica da Maia?

Efectivamente, temos o projecto da Clínica da Maia como um projecto de crescimento sustentado e cuja evolução está também sustentada na nossa aprendizagem permanente e contínua com os nossos clientes. Muitas vezes, são os nossos clientes que nos fazem chegar essas mesmas necessidades. Não é que nós, em termos de mercado, e concretamente aqui do concelho, não nos tenhamos apercebido da necessidade de integrar algumas respostas. Falo, concretamente, da Medicina Dentária, que é já um caso de sucesso na Clínica da Maia, como também um consultório de Oftalmologia. Esta era outra das especialidades que nós verificámos que tinha bastante procura. E a prova é que estas novas especialidades, a par de uma nova sala de pequena cirurgia e de um serviço de enfermagem permanente, têm sido capazes de ir de encontro aquilo que, através das opiniões que colhemos, os nossos clientes procuram. E estas ofertas acabam por ter sucesso.

A correspondência, do ponto de vista de procura dos clientes, foi de encontro às vossas expectativas iniciais?

Efectivamente, foi. Dizer-lhe que uma clínica que faz dois anos vai terminar este ano com um rácio superior a 11 mil consultas é extremamente interessante para um projecto que tem este espaço temporal. Portanto, é motivador e um sinal claro de que temos espaço para fazer mais e melhor. Isto, obviamente, suportado numa pessoa que está sempre ligada ao terreno e sempre ligada a este projecto, que é o Dr. Eduardo Almeida, como director clínico desta unidade. É uma pessoa também muita atenta a estes aspectos, às necessidades que os clientes vão manifestando e à qualidade. Também a esse nível, gostava de dizer que é já um bocadinho cultural nós, em termos de Trofa Saúde, promovermos a certificação pela qualidade e essa é outra questão que julgo que os nossos clientes gostam de saber. Estamos em vias de consolidar a certificação deste clínica. Será a primeira clínica de ambulatório no concelho a ser certificada. Neste contexto, é mais uma garantia da prestação de serviços de qualidade, um factor importantíssimo para quem tem necessidade de tratar a sua saúde numa unidade que, para além de ter bons clínicos e bons serviços de enfermagem, está sustentada numa certificação pela ISO.

Quando esperam essa certificação?

Muito em breve. Foi feita uma auditoria, correu tudo bem, estamos todos alinhados nesse objectivo e eu julgo que muito em breve poderemos anunciar essa certificação.

É uma certificação feita num prazo bastante curto, uma vez que a clínica tem apenas dois anos…

Daí, realmente, a necessidade de muito trabalho, muito empenho de toda a equipa desta clínica, como também de toda a equipa que, por detrás, na Trofa Saúde, dedicada à área da qualidade, tem vindo a desempenhar um trabalho louvável e que tem que ser referenciado. O Hospital Privado da Trofa é, digamos, a primeira unidade privada a aparecer com a certificação e agora queremos evoluir. Neste contexto, a Clínica da Maia será a primeira clínica de ambulatório com esta certificação. Relativamente às outras unidades, temos a mesma política e vamos também ter, muito em breve, notícias relativamente à certificação pela qualidade e pela Join Comission, esta já de âmbito internacional, muito vocacionada sobretudo para as unidades hospitalares.

Saúde não tem preço

Pode dizer-se que, para uma clínica e neste caso uma instalação privada, todos os clientes são importantes. Mas há alguma franja populacional que seja mais o vosso alvo?

Todos os clientes, para nós, são importantes. Todos aqueles que nos procurarem terão que ser tratados com os serviços de excelência que tentamos desenvolver no dia-a-dia. Sabemos que há um segmento que acaba por estar mais disponível para este tipo de serviços, que é o segmento de pessoas que já têm um seguro de saúde complementar. Digamos que representará 30 a 40 por cento do negócio da clínica privada.

Sendo algo que é caro, a saúde é cara de uma forma geral, em todo o Mundo e Portugal não é excepção, ainda assim é possível minorar essa despesa?

Eu acho que a saúde não tem preço, nós damos tudo para ter saúde. Nesse contexto, as coisas diluem-se um bocadinho. Obviamente que, do ponto de vista económico, a estrutura está sustentada numa óptica de optimização de custos e de recursos, mas muito orientada para um serviço de excelência. Interessa-nos, fundamentalmente, clientes satisfeitos, saudáveis e, nesse sentido, sabemos que o facto preço é um factor, na maioria dos casos, acessório. Precisamos ter saúde para podermos estar activos, para podermos estar alegres, para podermos viver com os nossos semelhantes. Do ponto de vista da produção, sabemos que esses custos estão cada vez mais empolados. De qualquer das formas, estão ajustados a uma realidade que é hoje a realidade da saúde privada e enquadrado num sistema para o qual nós também trabalhamos e construímos todos os dias soluções, de forma a optimizar custos e recursos e podermos ter um saldo final positivo.

Dentro do Grupo Trofa Saúde, a Clínica da Maia surge como uma instalação de ambulatório no município. O grupo, depois de uma fase de consolidação na própria estrutura central, está agora num processo de rápida e ampla mutação, com o alargamento para outros locais, como Matosinhos, Alfena e a própria Maia, com esta instalação e as que vão abrir nos tempos mais próximos. A Clínica da Maia terá condições para se sustentar, tendo em conta a concorrência directa dentro do próprio grupo?

A Clínica da Maia é, sem dúvida, uma clínica de referência. Ao festejar o seu segundo aniversário, temos clara noção de que foi uma aposta bem feita, por isso, vamos apoiá-la em toda a sua dimensão. O Hospital Privado da Boa Nova, posso dizer, vai ser uma unidade de referência, não só pela unidade da mulher e da criança, mas também pela unidade coronária. Porque vai ter urgência, 24 horas, de cuidados intensivos de pediatria, de pediatria e da unidade coronária, para além de uma base generalista e de uma urgência que nós já temos, ao nível do próprio Hospital Privado da Trofa. Esta oferta serve de suporte e de resposta a toda a população da Área Metropolitana do Porto. Uma resposta de referência num conjunto de serviços para os quais não existe, neste momento, resposta efectiva na área. E este hospital vai surgir também, naturalmente, como uma resposta mesmo ao nível da própria região Norte. Quanto à Clínica da Maia, naturalmente vai-se apoiar também nesta unidade, como já se apoia no Hospital da Trofa e como, futuramente, aquando da abertura do Hospital de Alfena, terá um conjunto de valências para onde poderemos drenar todos aqueles doentes que tenham necessidade de evoluir para serviços de âmbito hospitalar.

No âmbito da Clínica da Maia, os clientes que mais procuram acabam por ser 40 por cento detentores de seguros de saúde. E os restantes?

Temos privados puros, depois todo um conjunto de convenções que são o elemento facilitador do acesso de muito mais gente. O restante distribui-se de uma forma bastante repartida, o que permite dizer que temos serviços convencionados com o Serviço Nacional de Saúde, com a ADSE, com o Ministério da Justiça, enfim, um conjunto de convenções bastante alargado. Quase todas, para não dizer todas mesmo. Daí qualquer pessoa poder recorrer, quer ao nível dos exames complementares de diagnóstico, quer ao nível das consultas, a esta unidade.

Sendo uma instalação que está localizada exactamente no centro da Maia, quem é que a procura em termos geográficos? Pessoas da Maia, de outros locais?

Inicialmente, pensamos que por estar no centro da Maia, e a localização parece-nos bastante interessante do ponto de vista estratégico, é de grande acessibilidade sobretudo para a freguesia, como é para Vermoim e Gueifães, como será para Milheirós, Gondim, a própria Moreira e Nogueira da Maia. Estamos convencidos, até pela própria base de dados que vamos construindo, que acaba por responder e por criar uma rede de resposta na maioria das freguesias de proximidade. O que não deixa de ser interessante é poder dizer que temos clientes de Vila Nova de Gaia, de Matosinhos. É provável que muitos deles venham também à procura do seu médico, que já fez consultas lá. Há aqui questões até do ponto de vista da relação de proximidade com os próprios profissionais, que são profissionais de referência, todos eles sob a coordenação do Dr. Eduardo Almeida, que é o responsável pela selecção da equipa.

E na Clínica da Maia há que esperar muito tempo para se ser atendido?

Nós gostamos que essa resposta seja dada pelos nossos próprios clientes, na medida em que o tempo de espera é algo que nos preocupa. Aliás, no processo de certificação pela qualidade é um dos processos que temos que regular. Hoje, se o tempo de espera for de 20 minutos, já é muito para nós. A ideia será evoluirmos no sentido de que esse tempo não exista. Estamos a trabalhar nisso e posso adiantar que o tempo de espera, na maioria das especialidades, salvo raríssimas excepções, não é penalizador. Estamos a falar de tempos de espera de 15, 20 minutos, no máximo meia hora, e que muitas vezes têm a ver com a situação do próprio doente anterior ter mais queixas, mais necessidade de atendimento. É a dimensão humana que está em questão e que nós não conseguimos controlar. O que queremos, fundamentalmente, é que as pessoas saiam satisfeitas e sejam elas próprias uma referência do ponto de vista da publicidade à clínica.

Resultados estimulantes

É possível crescer ainda mais na Clínica da Maia?

É possível crescer na Clínica da Maia e é possível crescer na Maia, também. Nesse sentido, o facto de termos alargado para o dobro das instalações, no momento em que o estávamos a fazer já estamos a pensar no que poderá acontecer no sentido de podermos integrar uma resposta cada vez mais rica e que possa acrescentar valor aquilo que já é a Clínica da Maia.

É possível que surja alguma outra instalação da Clínica da Maia dentro do município?

Nada é impossível e, avaliando nós a evolução e a performance desta clínica, avaliando nós as oportunidades que se nos apresentam, a Maia é um concelho com imenso interesse, uma belíssima oportunidade de, se calhar, duplicar aquilo que é hoje a realidade da Clínica da Maia. Assim se justifique. O trabalho que tem sido feito pela equipa é um trabalho extremamente motivador para quem está a analisar a performance da unidade. E os resultados estimulantes levam-nos a ponderar podermos alargar esta oferta. Neste momento, queremos fundamentalmente assegurar com qualidade a procura que identificámos e que tem vindo a manifestar-se e a crescer. O futuro a Deus pertence, mas parece-me risonho.

No domingo, assinalam-se exactamente os dois anos da abertura da Clínica da Maia, do Grupo Trofa Saúde…

É um dia particularmente grato para toda a equipa da Clínica da Maia, a quem eu quero dar um abraço e os meus sinceros parabéns. Tem sido uma equipa ganhadora, uma equipa lutadora e é na pessoa do director clínico,o Dr. Eduardo Almeida, que eu dou este abraço, extensível a toda a equipa. O fim de um período é sempre o princípio de outro e novos desafios estão pela frente. O facto das performances desta clínica serem profundamente espectaculares levam a dizer mesmo que são dois anos de sucesso. A fasquia eleva-se, nós temos pela frente objectivos mais ambiciosos e estou convencido, à semelhança do que se diz na gíria futebolística, que em equipa ganhadora não se mexe. Temos condições, com estas pessoas que gostam daquilo que fazem, de evoluir e promover ainda mais este sucesso. Nada se faz é sem trabalho. E por detrás deste sucesso está imenso trabalho, imensa dedicação. Julgo que neste aniversário da Clínica da Maia há, sobretudo, que realçar o factor humano, porque o sucesso das organizações é promovido e construído por pessoas de sucesso.