Exportações de bens e serviços caem com a Maia a registar 3% do rombo

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Sete municípios respondem por metade da quebra das exportações de mercadorias no país. Palmela, Lisboa, Vila Nova de Famalicão, Sines, Maia, Setúbal e Vila Nova de Cerveira lideram perdas no primeiro semestre.

De acordo com os cálculos do Eco online a pandemia originou uma redução de 39,6% das exportações de bens e serviços no segundo trimestre. Isto que corresponde a menos 9,2 mil milhões de euros de vendas ao exterior.

Esta queda, principalmente provocada pela quase paralisação do turismo, foi a maior desde (pelo menos) 1996, primeiro ano da série, representa o dobro da quebra da crise anterior e é possivelmente a maior da democracia.

A redução das vendas ao exterior, seja de bens seja de serviços como o turismo, foi responsável por 4,4 pontos percentuais da queda de 16,3% do PIB no segundo trimestre.

O Expresso refere que as exportações portuguesas de bens já caíram €5,2 mil milhões nos primeiros seis meses de 2020 e mais de metade dessas perdas — acima de €2,6 mil milhões — concentra-se em apenas sete dos 308 municípios do país.

O balanço das exportações a nível municipal revela que só Palmela responde por praticamente um quinto (19%) da totalidade do ‘rombo’ que a economia portuguesa está a sofrer através das vendas de mercadorias ao exterior. Somando Lisboa (14%) a Palmela, resulta que os dois concelhos mais exportadores do país absorvem um terço de todas as perdas do primeiro semestre.

E acrescentando Vila Nova de Famalicão (5%), Sines (4%), Maia, Setúbal e Vila Nova de Cerveira (todos em torno de 3%) já se explica mais de 50% da quebra ocorrida nas exportações made in Portugal.

As exportações de bens chegaram a ter quedas superiores a 30 e 40% em abril e maio, mas junho foi um mês de recuperação significativa. Já nos serviços as exportações recuperaram, mas muito menos.