Garland investe oito milhões de euros em centro logístico

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O grupo Garland vai investir oito milhões de euros na construção de um centro logístico na Maia. A primeira pedra do novo centro da Garland Logística foi lançada a 21 de Abril, na Zona Industrial da Maia, em frente às actuais instalações da empresa. Os trabalhos de terraplanagem já decorrem.
Num terreno com cerca de 25 mil m2, vai nascer um novo pólo que servirá de base à actividade logística deste grupo empresarial na zona Norte do país.

O investimento surge numa altura em que o país atravessa uma fase crítica, em termos económicos. No entanto, Bruce Dawson, presidente executivo da Garland, mostra-se confiante no futuro, e diz que é em tempo de crise que se deve investir. “Eu sou da opinião que é nas crises que nós devemos investir, porque depois, quando as coisas melhoram, estamos mais bem preparados”.
O empresário admite que a situação económica de Portugal vem criar algumas dificuldades, “mas temos de ter fé e orgulho no nosso país. Não tenho dúvidas que, com a qualidade que nós temos dentro da Garland, esta é uma boa aposta”.
O centro logístico da Garland deverá ficar concluído em Dezembro deste ano, prevendo-se que contribua para a criação de novos postos de trabalho. Bruce Dawson não diz quantos, mas adianta que poderão ser algumas centenas. E lembra que quando começou a trabalhar na empresa, havia pouco mais de seis dezenas de funcionários. Hoje emprega mais de 300 trabalhadores. Em 2010, o grupo Garland registou um crescimento na ordem dos 10 por cento no seu volume de negócios comparativamente a 2009. “Para 2011, estamos esperançados, mas estamos dependentes do que acontece a factores que estão alheios às empresas e que estão nas mãos dos nossos governantes que, neste momento, parece-me que estão muito confusos em como se deveria gerir este país”, adverte o presidente do grupo Garland.

A aposta no Norte, e especialmente na Maia, resultam não só do crescimento positivo que a empresa tem registado nesta região, mas também do bom relacionamento e apoio que tem recebido da Câmara da Maia. “Havia estes terrenos disponíveis próximos dos nossos armazéns, e a câmara deu-nos todo o apoio. E quem nos apoia, nós também queremos apoiá-los. A Maia é uma zona muito aproveitável para investimentos”, diz Bruce Dawson.

Este está a ser um ano especial para a Garland que celebra 235 anos. O grupo tem o nome do seu fundador, “um inglês que veio a Portugal vender bacalhau”, conta o presidente executivo. “Uns 50 anos mais tarde, deu sociedade a Laidley, e depois a minha família veio para cá – o meu bisavó fugiu da escola, em Inglaterra em 1866, embarcou clandestinamente num barco, e veio parar aqui a Portugal. Estamos cá há cinco gerações”, recorda o presidente executivo do grupo Garland Portugal.

Fernanda Alves