Motoristas pedem investigação a concurso da Área Metropolitana do Porto

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Com base nestas declarações, o SNM pergunta se os operadores que apresentaram o preço por quilómetros mais baixo estão “já preparados para fazer recrutamento da Venezuela ou Cabo Verde e em que condições vão contratar esses trabalhadores”.

Questionam ainda se os atuais trabalhadores das empresas operadoras na AMP vão todos para o desemprego, se os operadores atuais têm capacidade financeira para pagar as indemnizações, ou vai ser o Estado a pagar.

O sindicato quer ainda saber se o contrato coletivo do setor deixa de ter aplicação e se a Associação Nacional de Transportes de Passageiros (ANTROP) foi ouvida no processo.

“Que raio de concurso é este que não tem em consideração os trabalhadores das empresas, as suas famílias e que coloca em risco a situação social de todos na AMP? Nós dizemos, investigue-se! E os senhores presidentes dos municípios da AMP que dizem a isto tudo?”, interroga-se o SNM.

A Lusa tentou obter uma reação da AMP, mas até ao momento sem sucesso.

De acordo com o avançado pelo Jornal de Negócios, em outubro, o transporte rodoviário de passageiros vai ser operado, nos próximos sete anos, “por três empresas espanholas, e duas portuguesas”.

(Lusa)