Portugueses descontentes com o setor da Saúde geram 3.000 queixas

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Saúde

O Portal da Queixa revelou um estudo analítico feito sobre as reclamações dos portugueses para o setor da Saúde.

As reclamações variam entre a dificuldade de marcação de uma consulta ao mau atendimento, assim como
na faturação indevida e na cobrança das taxas dos kits de proteção.

Segundo revela a análise do Portal da Queixa, em ambos os setores – público e privado -, a média da avaliação dos portugueses ao serviço prestado é de 4 em 10.

Desde o mês de março, que correspondeu ao início do surto da Covid-19 em Portugal, até o fim do Estado de Alerta, dia 14 de setembro, foram acumuladas mais de 3.000 reclamações, o que se caracteriza num aumento de 77% em comparação ao mesmo período de 2019 (1793 queixas).

O setor privado regista 58% do total das reclamações (1734 queixas) e o setor público 42% (1279 queixas).

Os maiores alvos das reclamações são os hospitais públicos, os centros de saúde e os hospitais privados, destacando-se as farmácias, que em comparação com o mesmo período do ano passado, registaram uma subida de 284% de reclamações.

Nas farmácias, o principal problema reportado foi no início da pandemia, onde a procura por máscaras era elevada e a capacidade para vender era muito escassa e o tempo de espera era elevado. O aumento dos preços do álcool gel desinfetante representou (37% queixas).

A dificuldade para a marcação de consultas demonstrou-se como sendo o principal motivo de queixa para os centros de saúde (56%).

Nos hospitais públicos destaca-se o mau atendimento e o serviço prestado aos utentes, com 21% de queixas.

A nível geográfico, o Portal da Queixa identificou que os distritos em que os portugueses mais reclamaram do setor público de Saúde foram: Lisboa, Porto e Setúbal.

O estudo revelou ainda que os consumidores que mais reclamaram eram do sexo feminino (59%) e que a faixa etária das pessoas que mais se queixaram variou entre os 25 e os 54 anos e idade (74%).

Quanto ao setor privado, a faturação errada de valores indevidos (43%), a cobrança das taxas de kits de proteção individual (23%) e o mau atendimento demarcaram-se como as maiores queixas (12%).

Nas reclamações feitas aos laboratórios de análises clínicas, 27% têm relação com o rastreio à Covid-19.

No que diz respeito ao perfil do consumidor que mais reclamou contra o setor privado de Saúde, as mulheres são predominantes (63% das queixas) e a faixa etária situa-se entre os 25 e os 54 anos de idade (76% das queixas).

Na opinião de Pedro Lourenço, CEO do Portal da Queixa e fundador da Consumers Trust: “O Serviço Nacional de Saúde continua a registar taxas de insatisfação muito elevadas de ano para ano, não demonstrando melhorias contínuas no serviço prestado. Por outro lado, o serviço privado de saúde continua a não ser uma alternativa viável para a maioria das famílias portuguesas, onde a cobrança de valores exagerados na faturação pós-prestação do serviço, afastam os potenciais clientes do setor, obrigando-os a sacrificarem-se na espera de consulta através do SNS.”

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