Produzido na Maia robô de cozinha 100% nacional

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A Sonae MC abandonou a produção do robô de cozinha Yammi, concorrente da Bimby, na China e trouxe-a para Portugal, num investimento de quatro milhões de euros. Foi uma boa notícia para a Maia e para 45 pequenas e médias empresas portuguesas, que fornecem os materiais componentes para a máquina. Um modelo considerado exemplar e a replicar no país pelo secretário de Estado da Indústria, que visitou a unidade de fabrico no início do mês.

O parceiro direto deste projeto é a PR Metal, Lda., uma empresa da Maia ligada ao ramo automóvel, mas que aderiu ao desafio da Sonae MC para o fabrico da Yammi 2. A sociedade liderada por Paulo Azevedo acredita que a unidade da PR – Metal está capacitada do ponto de vista da inovação e design para melhorar a produção do robô, que a diretora comercial da Sonae MC, Helena Martins, quer que seja líder de mercado. Até ao final do ano deverão estar nas mãos dos consumidores 14 mil unidades.

A PR Metal possui uma unidade de produção na Maia, situada em Folgosa, que Rui Pinho, diretor da unidade, explicou ter sido construída num ano e que tem capacidade para 50 mil máquinas por ano, que começou a produzir há dois meses.

A faturação de um ano completo com o projecto é de 10 milhões, mas com a exportação a Sonae vai duplicar o volume para 20 milhões, o que implicará também ter o dobro dos funcionários.
Assim, a PR Metal poderá passar em breve dos 41 funcionários para pouco mais de 80 colaboradores.
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Modelo inédito de recurso a rede de fornecedores

No âmbito deste projeto de parceria com a Indústria Nacional, estão também envolvidos mais 45 fornecedores portugueses, de forma a reunir diversos parceiros especializados em cada componente e acessório necessário para a máquina. Foi este processo de trabalho numa espécie de rede de fornecedores que possibilitou a instalação da fábrica no país, já que a primeira versão da Yammi era produzida inteiramente na China. E a expetativa é que 65% das vendas seja feita no mercado externo, primeiramente o europeu.

O presidente da Câmara da Maia, Bragança Fernandes, salientou a importância deste investimento para o concelho, que “representa 4% do PIB nacional” e adiantou que há muitos projetos a caminho do concelho, tirando partido das acessibilidades e infraestruturas da Maia.

António Tiago, vice-presidente da Câmara da Maia, integrou a comitiva da visita à fábrica e declarou-se muito “satisfeito” por este projeto com “pessoas inteligentes” estar sediado na Maia. O autarca considerou que “é nesta simbiose e nesta conetividade empresarial que está o futuro da economia de Portugal, principalmente para criar riqueza no país”.

Governante enaltece exemplo da indústria do sec. XXI

O município também foi elogiado pelo secretário de Estado da Indústria, João Vasconcelos, que ao visitar a unidade aproveitou para anunciar que o governo vai lançar em breve o Clube de Fornecedores PME, no âmbito do Portugal 2020.

Considerando este modelo de agregação de fornecedores usado pela Sonae MC “um exemplo a seguir” e “um testumunho do que é a indústria do século XXI”, o secretário de Estado adiantou que “haverá instrumentos de apoio, a serem anunciados em breve, para clubes de fornecedeores PME, quer para projetos de investigação e inovação, mas também para viabilizar a internacionalização de pequenas empresas portuguesas, que, por serem pequenas, por vezes, não têm a capacidade de sozinhas se internacionalizarem, mas são muito boas nos seus nichos de mercado.

Assim, em conjunto com outros elementos a juzante ou a montante, podem exportar os seus produtos ou serviços”.

Angélica Santos

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