STCP com resultado líquido negativo de 3 milhões aguarda visto do TdC para intermunicipalização

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A STCP aprovou no fecho de junho as contas individuais e consolidadas relativas ao ano de 2019, em assembleia geral por videoconferência. 2019 regista um crescimento da procura e da receita.

O ano passado, a STCP transportou “um total de 76,7 milhões de passageiros, o que corresponde a um crescimento de 4,5% (3,3 milhões) quando comparado com o ano anterior”.

Este crescimento explica-se essencialmente pela disponibilização das novas tarifas sociais, que entraram em vigor em 1 de abril de 2019, no âmbito do Programa de Apoio à Redução do Tarifário dos Transportes Públicos (PART), que contribuíram para “incentivar a procura do transporte público”, assinala a empresa em comunicado.

Em termos de receita, a STCP atingiu um valor de 49,5 milhões de euros, representando assim um aumento de 3,4% face a 2018, mantendo a tendência de crescimento pelo quarto ano consecutivo.

Ainda de acordo com a informação divulgada, a empresa de transportes públicos encerrou o ano de 2019 com o EBITDA recorrente positivo (resultado sem depreciações) de 3,5 milhões de euros, representando uma melhoria face a 2018 de 1,5 milhões de euros (80%).

Já o resultado operacional corrente foi negativo em 1,2 milhões de euros, mas apresentou, contudo, uma melhoria de 521 mil euros (30%) face a 2018.

Também o resultado líquido foi negativo em 3,2 milhões de euros, tendo registado um agravamento de 1,3 milhões de euros (74%) face ao ano anterior.

Num comunicado, a empresa salienta ainda que o ano de 2019 ficou marcado pela manifestação pelas partes interessadas – Estado, Área Metropolitana do Porto e os seis municípios servidos pela rede de transporte da empresa (Gondomar, Maia, Matosinhos, Porto, Valongo e Vila Nova de Gaia) e STCP, de proceder à intermunicipalização da STCP, cuja operacionalização foi, entretanto, adiada.

O contrato de intermunicipalização da STCP já foi assinado pelas seis autarquias, faltando agora o visto do Tribunal de Contas para concluir a transferência da propriedade para as autarquias.