Tecmaia poderá ser parceiro na criação do Pólo Tecnológico de Caminha

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O Tecmaia, Parque de Ciência e Tecnologia da Maia, poderá ser parceiro da Imobiliária Compril, do Grupo Vida Económica na criação de um pólo tecnológico nos terrenos da antiga fábrica têxtil da Regency, em Caminha.

De acordo com o director-geral do Tecmaia, António Tavares, as negociações ainda estão a decorrer. No entanto, esclarece que a ser concretizada uma eventual parceria, basear-se-á apenas na transferência de tecnologia, saber e experiência. Não haverá qualquer investimento financeiro por parte do Tecmaia, um parque tecnológico que nasceu a partir da extinção da Texas Instruments, e que é hoje um caso de sucesso. “A fechar alguma coisa, será com transferência de tecnologia, experiência, nunca seremos investidores. Não fazia sentido investirmos fora da Maia”, assegurou António Tavares.

O director do Tecmaia acredita que o investimento privado na criação de emprego poderá ter um papel importante no combate à crise que afecta o país e, neste caso em concreto, o novo pólo tecnológico poderá “ajudar a fixar naquela região jovens talentos que, vindos do Instituto Politécnico de Viana do Castelo e da Universidade do Minho, possam ter ali os seus projectos nas mais variadas áreas”.
António Tavares considera que este é um projecto mais direccionado para a euro-região Galiza-Norte de Portugal, “que pode ser uma boa plataforma de apoio para que algumas empresas daquela região, possam interagir com a região da Galiza”.

A Regency pertencia a uma multinacional de capitais indianos. Fechou as portas em 2009, deixando no desemprego quase duas centenas de trabalhadores.
O novo pólo tecnológico deverá acolher, já este ano, 32 empresas, num investimento que rondará os três milhões de euros, incluindo a aquisição das instalações, já concretizada há alguns meses, e a sua adaptação a condomínio empresarial de base tecnológica.
A promotora do projecto, a Compril, pretende com este projecto, “criar emprego” de forma a devolver ao concelho os postos de trabalho perdidos, após a extinção da Regency.

Em declarações à comunicação social, o director do Grupo Vida Económica, João Peixoto de Sousa, lembra que o Tecmaia também começou com o encerramento de uma fábrica, a Texas Instrumentos, “e hoje tem mais postos de trabalho e actividade económica do que tinha a Texas Instruments”. “Se foi possível fazer a reconversão na Maia, também em Caminha, mesmo sendo um concelho mais pequeno e com menos actividade, a nossa esperança é que se consiga ultrapassar em termos de postos de trabalho o que existia anteriormente”, acrescentou João Peixoto de Sousa.
De acordo com aquele responsável, o projecto está a ser bem recebido, desde a Câmara Municipal de Caminha à Associação Empresarial de Viana do Castelo. E também pela Associação Nacional dos Jovens Empresários, que segundo João Peixoto de Sousa, pretende incluir o pólo de Caminha na Sua rede nacional de centros de incubação.

Fernanda Alves