Maia: Sandra Lameiras candidata?

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Torre Lidador

1.- Existem assuntos que para cada um são importantes, seja um assunto, uma coisa ou outra. Por que para mim as eleições autárquicas do próximo ano, como cidadão, penso serem importantes, volto a elas. As cidadãs e os cidadãos não são aqueles que só votam em eleições, mas aqueles que também são participantes ativos – embora não eleitos -, sobre todos os assuntos que dizem respeito à vida coletiva, que sempre influenciam as vidas ditas pessoais. As que dizemos “particulares”, “privadas” ou “pessoais”, não são mais que uma demanda das coletivas. Aceito que se discorde deste ponto de vista, mas não me demito de o apregoar e defender. É na praça pública que tal se faz, pela dignidades de todos os cidadãos, em privado farão quem possui estratégias de poder, o que não é o meu caso. Nem no caso tático, para um cidadão como eu, sem pretensões ao exercício de influências ou poderes, nem táticas, nem estratégias, definem os meus procedimentos. Não é, nem isso, um exercício individual de poder – no meu caso – mas a conclusão de que é numa difusão de perspetivas que se consegue ir formando ideias e futuros.

Sandra Lameiras

2.- Não sou defensor de hierarquias enfeudadas a soluções eleitorais dinásticas, rejeito-as e defendo a inclusão de alternativas. Os poderes são sempre efémeros, acabam, não possuem mecanismos de controlo para além do seu exercício, por que se não poderíamos montar uma “monarquia” sanguínea ou não, em cada concelho ou freguesia. Quem tenta subordinar aos seus ditames o seguimento democrático, abafa-o, controla-o, subtrai-o, esmaga-o. Uma “sucessão de ideias feitas” é o inverso do progresso, da sustentabilidade, da capacidade do ser humano a propor. Por isso as ideias não são abstratas, nem confundíveis, manipuláveis, e se o forem passam a não-ideias, a um prazer pragmático de subordinar os outros. Quando os poderes ou os partidos políticos se amesquinham no controlo e na sucessão de pares pendentes de poderes, deixam de aprofundar o sentido ético da democracia.

3.- Por isso mesmo na Maia há que encontrar alguém não dependente das “sucessões”, mas dependente dos cidadãos, mesmo que sejam os partidos políticos a apresentá-los. Alguns nomes fui avançando, sem contudo verificar a sua disponibilidade. Mais um hoje apresento: Sandra Lameiras, pessoa com potencialidades para adquirir a alternativa aos poderes instituídos.  A Sandra Lameiras possui um estatuto reconhecido, competente e com experiência. Quer ao nível da Maia, da região do Porto, quer Nacional. A Sandra Lameiras com a sua forte vocação de agregação bem poderia ser uma candidata comum a vários partidos, como o PS, a CDU, o BE ou o PAN. Seria uma questão não só de negociar, mas também de lutar pelos cidadãos maiatos, afinal quem está em causa. Para lá da afetividade que nutro pela Sandra Lameiras, bem sei das suas capacidades e inteligência – a Sandra é inteligente -, na condução do coletivo maiato. Assim o queira, assim o queiramos.

Joaquim Armindo

Doutorando em Ecologia e Saúde Ambiental