Opinião de Victor Dias: “O mito do sexo seguro chegou à escola”

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A Juventude Socialista e as esquerdas em geral querem fazer aprovar, por decreto, uma medida legislativa que pretende promover a distribuição gratuita de preservativos nas escolas.

Depois da tremenda confusão lançada com a implementação da educação sexual nas escolas, programa que não passa de um plano de informação sobre sexualidade, perspectivado por uma visão funcionalista, redutora e em certos aspectos até imoral, pela ausência de uma orientação ética e de uma adequada valorização dos afectos e do resguardo da imagem e intimidade de cada pessoa.

Em algumas reuniões, a que fui chamado a participar, enquanto representante dos pais e encarregados de educação, nas escolas frequentadas pelas minhas filhas, tive ocasião de me certificar que as escolas não estão preparadas para tratar deste assunto como ele deve ser tratado, ou seja, não dispõe de professores com formação adequada, não possuem programas bem estruturados que permitam informar conveniente os pais e encarregados de educação, sobre os conteúdos programáticos a leccionar, sobre as metodologias e, principalmente, sobre que valores se funda essa informação.

Porque razão querem os esquerdistas promover a toda a força o mito do sexo seguro e não se empenham em matérias bem mais importantes, como, por exemplo, a educação para a saúde, que pode perfeitamente integrar, de uma forma natural e pedagogicamente mais correcta, a educação para uma sexualidade responsável, saudável e pautada por um comportamento alicerçado nas mais elementares normas da ética e moral humana.

Alguém tem de explicar aos políticos que estão por detrás deste projecto que as nossas crianças e jovens, para crescerem harmoniosamente e felizes, não precisam de iniciar a sua actividade sexual precocemente, sob a capa de uma promessa de prazer sexual em segurança, bastando que para isso usem o preservativo que a escola lhes vai começar a dar de graça. Isto é perverter completamente o crescimento natural das pessoas, colocando a dimensão física do ser humano, à frente do seu desenvolvimento mental, intelectual e espiritual.

Se isto vier a acontecer, então caros leitores, estaremos mesmo a bater no fundo, a anarquizar os valores, a lançar a desordem social e a confundir de tal modo a nossa juventude, que não iremos, por certo, poder esperar grande coisa do futuro.

Ser pai e mãe, ser educador, no amor e no respeito pela integridade intelectual e espiritual dos filhos, sempre foi uma missão muito difícil, mas chegamos a um ponto que começa, autenticamente a tornar-se uma missão impossível, tantos são os atentados e hostilidades que o próprio Estado, o governo e as forças políticas de esquerda que nos têm governado, movem constantemente às famílias.

Como todos sabemos o mito do sexo seguro, não passa disso mesmo, um mito e o preservativo é o símbolo dessa ilusão. Pergunto gritantemente a essa canalha que não sabe mais o que fazer para arrebanhar os jovens:

– Será que um rapaz ou uma rapariga de 13, 14, 15 ou 16 anos têm maturidade mental suficiente para iniciar a sua vida sexual, tomando consciência das consequências que daí podem advir?…

– O que vão esperar mais da vida, depois de experimentar quase tudo?…

Qualquer dia ainda vamos ver essa gente defender a distribuição gratuita de drogas, ditas leves, para evitar que os jovens entrem no mundo do crime, para as poderem comprar.

Voracidade consumista

Numa sociedade consumida pela voracidade consumista, os nossos jovens também se sentem muito atraídos pelas modas, quer seja do vestuário, dos produtos de marca e dos equipamentos “high-tech”, embora muitos deles não tenham poder de compra para manter um certo status exigido pelo grupo. Será que nesta lógica de legitimação, também vão ser distribuídos bens de marca e equipamentos de alta tecnologia, de forma gratuita nas escolas, para que os meninos e meninas não façam asneiras, por se sentirem infelizes e discriminados pelo seu grupo de amigos?…

Não podemos ficar de braços cruzados, é preciso correr com esta gente do poder e libertar os nossos filhos das ideias promíscuas desta gente.

Não conheço ninguém no seu juízo perfeito, nem professores, nem pais, nem pessoas de bem que aprovem esta enormidade. Para além das questões éticas e morais, penso que estamos no limite do absurdo e à beira da insanidade mental.

Há tantas coisas boas e bonitas que podem fazer um rapaz e uma rapariga felizes e saudáveis, como o desporto, a música, o voluntariado social, o estímulo das relações de amizade, as boas práticas sociais.

A escola não foi instituída para isto, a escola não pode transformar-se num laboratório de experiências e práticas sexuais livres, sob a capa de um mito que todos sabemos falível.

A sexualidade humana é um assunto muito sério que tem sido tratado com uma terrível leviandade e irresponsabilidade por quem nos governa. Nem sei como é possível que o Ministério da Educação continua a chamar-se assim?

Todos nós, pais, educadores, professores e cidadãos responsáveis temos o dever de nos indignarmos e exprimir a nossa revolta, por todos os meios ao nosso alcance.