Opinião Lourdes Graça: Uma experiência Pedagógica de sucesso no I.C.M.

0
182

O Conselho Pedagógico teve as suas linhas orientadoras no Regulamento, elaborado ainda antes do Instituto ter iniciado as suas funções, decalcado em regulamentos de outras Instituições de Ensino Superior.

Nesta minha análise do que foram estes seis anos, não poderei separar o Conselho Pedagógico do Corpo Docente, pelo que a seguir se explanará.

O primeiro, constituído por elementos de formação académica e profissional diversificada, teve sempre uma função polivalente dentro do sistema. Não estamos a falar em Conselho Científico. Elaborava o Plano de actividades, calendarizava as visitas de estudo, numa perspectiva sistémica, de acordo com as novas correntes pedagógicas. A sua Presidente estava também atenta a situações de fragilidade de alguns alunos (doença ou outras). Este órgão foi o grande motor do I.C.M. Conservou-se, durante estes seis anos, com os mesmos elementos, salvo algumas excepções.

O segundo foi-se formando ao longo dos seis anos. Privilegiava-se um corpo docente formado por jovens professores. Todos os docentes tinham formação académica superior, com excepção de professor Pintura I, mas com grande maestria na sua arte, como sabemos. No presente, 9 dos 11 docentes são jovens, alguns dos quais estão connosco há seis anos.

Como facilmente compreendemos, este grupo de jovens não integrava o Conselho Pedagógico, de uma maneira formal, pois faltava-lhes a experiência pedagógica, que para além da formação universitária em Ciências da Educação, se adquire com a experiência. A sua participação na organização da escola prendia-se, em reuniões periódicas em que se discutia os assuntos da disciplina que leccionavam e também a sua inserção num currículo cada vez mais amplo do Instituto. E numa perspectiva transdisciplinar se ia construindo o plano de actividades com a participação da maior parte destas disciplinas. Alguns sobressaltos com a colocação de alguns destes jovens, mas que, mesmo desligados profissionalmente do Instituto, se mantinham fiéis ao espírito de entreajuda, obrigando muitas vezes a reuniões ao fim de semana, estou a referir-me, muito concretamente ao Doutor José António e à Doutora Teresa, docentes de História da Arte.

Foi um trabalho deveras gratificante. Embora não pretenda afirmar que fizeram um estágio, no sentido mais amplo do termo, poderei afirmar que contribuí para que este grupo de docentes ganhassem gosto pela arte de ensinar e que se mantivessem afectivamente ligado ao projecto desta escola.

Das muitas mensagens de carinho que recebi nesta altura, a gratidão pelo meu contributo na sua formação pedagógica foi evidente. Era dos trabalhos de que mais gostava de fazer, pois mais não era que um prolongar daquilo que havia feito, durante 20 anos, na formação de formadores.

Considero que o I.C.M foi um projecto de sucesso para o qual muito contribuiu o Conselho Pedagógico, o Corpo Docente e a compreensão dos alunos que, apesar de tão parcas condições, foram engrossando e dignificando esta Instituição Maiata.

As críticas, concretamente ao Conselho Pedagógico da parte do actual secretário, Joaquim Guedes, são certamente por desconhecimento, desatenção nas reuniões das assembleias e presença tardia no I.C.M. É bom dar este benefício da dúvida. Quando me diz pessoalmente que por minha causa se retiraram três alunos, já fará parte da sua especialização na arte de maldizer; já não direi o mesmo do Fernando Coelho que se delicia a contar episódios de desentendimento entre a Presidente do Conselho Pedagógico e um elemento do mesmo, a pessoas que vão chegando à Escola. Acrescentando, não sei quem, que eu fazia uma campanha anti-rotária, junto dos alunos, segundo pressupostos de campanha eleitoral do actual Presidente, conforme registo em acta.

Se não tivesse o reconhecimento incondicional do meu trabalho pela parte dos alunos e professores ainda sairia, pela boca destes dois senhores, deste cargo como uma pessoa desprezível, ostracizada.