Opinião Mário Nuno Neves: Das legislativas às autárquicas

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As últimas eleições legislativas serviram para que os portugueses afirmassem o seu crescente desalento pelos partidos e centrassem as suas escolhas nas pessoas. Não foi o PS que ganhou as eleições – o PS perdeu a maioria absoluta e meio milhão de eleitores -, quem as ganhou foi José Sócrates. Para os portugueses o que fundamentalmente esteve em jogo não foi a configuração política do parlamento mas sim quem seria o primeiro-ministro. A escolha dos portugueses não foi entre o PS e o PSD, a escolha dos portugueses foi entre José Sócrates e Manuela Ferreira Leite. Se não fosse esse facto o PS, que inquinou as estruturas do Estado que foi um exemplo vivo de arrogância, trapalhada e incoerência, teria perdido as eleições porque o Povo não é estúpido.

Os partidos são hoje – e cada vez mais – pouco importantes para a massa de eleitores que decide as maiorias, só o continuando a ser para os militantes e mesmo assim apenas para os mais ferrenhos.

Por isso é que também e sobretudo nas eleições autárquicas o que verdadeiramente contam são os candidatos e não os partidos por quem são indicados.

A Maia é um bom exemplo disso. Quem merece a confiança maioritária do eleitorado não é um partido. Quem merece a confiança maioritária dos maiatos é uma pessoa e essa pessoa é o Eng. Bragança Fernandes. Merece pela obra feita, merece pela experiência acumulada, merece pela sua personalidade afável que cultiva a simplicidade e a proximidade.

Claro que o PSD é importante. É importante enquanto instrumento institucional de candidatura e enquanto estrutura política organizada capaz de organizar campanhas e captar sinergias, mas a diferença é feita pelo Eng. Bragança Fernandes que não é apenas o candidato do PSD mas também o candidato de todos os Munícipes que prezam a estabilidade e a continuidade de um percurso que já provou ser o acertado.

É por isso que o PS não tem qualquer hipótese eleitoral em termos autárquicos na Maia. Não tem porque possui uma candidatura espartilhada num partido que se transformou num verdadeiro saco de gatos, um partido de parricidas e fraticidas políticos, um partido que produziu uma candidatura fraca e redutora, sem um rosto capaz de acrescentar mas que apenas diminui.

Perante este cenário é evidente que a Maia e as suas gentes preferem o Eng. Bragança Fernandes e preferem-no mesmo sendo apoiantes de outros partidos a começar pelo PS.

Essa grandeza e magnitude da candidatura do Eng. Bragança Fernandes é entendida por todos a começar pelo PSD que sabe que o candidato é seu mas é de muitos mais e isso obriga a uma entrega ainda maior.

O maior adversário do Eng. Bragança Fernandes não é o PS. O PS transformou-se, por culpa própria numa irrelevância. O maior adversário do Eng. Bragança Fernandes é a abstenção, sobretudo da parte daqueles que por pensarem que ele já está eleito ficam em casa. Ficar em casa é um erro, ficar em casa é votar no PS, é votar no retrocesso da Maia, na instabilidade que caracteriza o partido rosa e é votar em quem não merece.

O que os maiatos – por nascimento e por adopção – têm que decidir não é se querem que ganhe o partido A ou o partido B. O que os maiatos têm que decidir é se querem o Eng. Bragança Fernandes como Presidente da Câmara Municipal ou outro qualquer. Outro muito menos preparado e que representa tudo o que o Eng. Bragança não é. Enquanto o Eng. Bragança representa a Maia unida na serenidade com que enfrenta o futuro, confiante quanto à capacidade de ultrapassar todos os obstáculos, capaz de ser o único candidato com condições de ser o Presidente de todos os Maiatos, qualquer outro representará não o caos mas o atraso, o perder tempo, o desperdiçar energias e recursos, tudo que a Maia – e nós todos – não se pode dar ao luxo.

Se concorda comigo não fique em casa: no dia das eleições autárquicas vá votar. Votar no Eng. Bragança Fernandes!