Opinião Mário Nuno Neves: “O Instituto Cultural da Maia”

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Tenho o grato prazer no âmbito de exercício das minhas funções públicas de manter um contacto directo com o Instituto Cultural da Maia, que tendo tido a sua génese no Movimento Rotário, ganhou, por mérito, asas próprias e tem prestado muito e bons serviços à Comunidade Maiata.

Como é sabido, o ICM, tem como objecto proporcionar actividades de índole pedagógica e lúdica à camada menos jovem mas mais experiente da população do nosso Concelho, através da organização de cursos, seminários, exposições, espectáculos e demais actividades.

Não é possível falar do Instituto Cultural da Maia e do seu percurso sem realçar o papel insubstituível daquele que foi e é o seu mentor fundamental e essencial: o Senhor Professor Doutor Raul Cunha e Silva.

Se é verdade que as instituições ultrapassam em importância as pessoas que fundam, também não é menos verdadeira – e neste caso absolutamente adequada – a frase que diz que sem pessoas grandes não existem nem causas nem instituições grandes. Se não fosse o Professor Doutor Raul Cunha e Silva e a sua dedicação e empenho, o Instituto Cultural da Maia não existia. A ele – e também, sejamos justos, à sua esposa – se deve essa realidade incontornável da vida cultural e social do nosso Município, porque além de a ter sonhado e executado, conseguiu, com muitas dificuldades e ultrapassando muitos obstáculos, dar-lhe corpo, sentido e espaço.

O Instituto Cultural da Maia não pode ainda viver sem a orientação e liderança do Professor Raul Cunha e Silva e ele caberá descobrir a continuidade que o futuro, inexoravelmente, imporá. Mas tudo tem um tempo e este é ainda, naquilo a tudo o quanto se refere ao Instituto Cultural da Maia, o tempo do Professor Raul Cunha e Silva, sob pena dessa bela instituição maiata se esboroar.

A Câmara Municipal da Maia tem apoiado o Instituto Cultural da Maia, sobretudo no que se refere ao apoio logístico. Tem-no feito com prazer porque entende que não só a missão do ICM é nobre e útil mas também porque quem o representa tem dado provas de ser capaz de o fazer com sucesso, porque só assim há garantia que o apoio municipal, que é o apoio público, é proporcionado com utilidade social.

Pode haver hoje muitas tentações, por parte de alguns, em quererem dar outro caminho aos destinos do ICM, mas essas tentações são ética e moralmente ilegítimas e poderão levar a um fim precoce da própria instituição.

Estou absolutamente à vontade para fazer os juízos que fiz em relação ao ICM: nunca pertenci aos seus órgãos sociais e foram mais as vezes que disse não do que sim às muitas solicitações que a referida instituição me fez. Estou à vontade, também, porque ao ser o principal responsável pelo desenvolvimento da política cultural do Município da Maia, durante a última década, sou um interveniente e um observador privilegiado sobre a realidade das instituições culturais do Concelho e quando afirmo que a missão do ICM tem sido cumprida com sucesso e que para esse mesmo sucesso contribuiu em muito o papel do seu principal responsável, o Professor Doutor Raul Cunha e Silva, sei exactamente o que digo e porque o digo.