Opinião Raul Cunha e Silva: “Agradecimentos”

0
150

Ao terminar, inopinadamente, em 29 de Julho, um trabalho de seis anos a tempo inteiro e totalmente voluntário é imperativo da minha consciência moral prestar publicamente os meus agradecimentos pessoais e em nome do ICM a todos quantos intervieram, desde o início, no desenvolvimento e alto nível a que foi possível elevar o Instituto Cultural da Maia.

Antes, porém, seja-me lícito fazer 4 breves considerações prévias que serão importantes para a História do ICM que será tornada pública em tempo que achar conveniente.

1ª Segundo processos já conhecidos e com um grau não despiciendo de ilegitimidade, uma nova equipa “ocupa” a direcção do ICM.

2ª Em 29 de Julho, o ICM tinha inscritos 100 alunos, sede própria cedida pela Câmara Municipal da Maia, em regime de Comodato, assinado em 22 de Junho; estava dotado com o estatuto de Utilidade Pública, com projecto de 300 alunos (muitos vindos de universidades seniores do Porto, induzidos pela dinâmica dos nossos actuais);novas disciplinas que já estavam anunciadas no Boletim, novas intervenções a calendarizar com outras escolas. (Uma escola de referência no concelho da Maia a relevar-se nos concelhos vizinhos).

3ª Estavam feitas obras na nova sede na importância de aproximadamente 34.000 euros, deixando ainda em caixa cerca de 29.000 para adquirir material escolar e fazer as restantes obras necessárias para o arranque das aulas em 18 de Setembro.

(Estes valores devem-se ao voluntariado puro de todos os membros da direcção e do conselho pedagógico, da compreensão dos nossos alunos e da colaboração das entidades e pessoas que adiante passarei a indicar.

4ª Resta-nos a esperança que a nova equipa, dados os seus conhecimentos na área da Administração Escolar, da Psicologia da 3ª Idade e da Sociologia da Educação são garantes de uma melhoria qualitativa e quantitativa do ICM.

Agradecimentos

a) Em primeiro lugar ao Senhor Presidente da Câmara Municipal da Maia, engenheiro Bragança Fernandes. Foi o primeiro entre 21 rotários que em 12 de Abril de 2003 assinou a escritura notarial que constituiu o Instituto Cultural da Maia.

b) A ele se deve o Protocolo de Cedência assinado em Outubro de 2003 e transformado em Protocolo de Colaboração em 14 de Abril de 2005. Foram instrumentos fundamentais para que o Instituto começasse a trabalhar

c) Foi devido à sua intervenção activa que a Câmara Municipal aprovou o processo que culminou com a concessão de Utilidade Pública concedido ao Instituto. Estas são algumas das razões a que há a acrescentar as novas instalações com comodato assinado, em 22 de Junho de 2009.

d) O Sr. Presidente conhecia muito bem o que se fazia no ICM: Esteve sempre presente, muito estimado e considerado por todos: alunos e familiares, associados e professores. Sem ele o que seria hoje o ICM?

e) Em segundo lugar, ao Dr. Mário Nuno Neves, vereador da Cultura da Câmara Municipal da Maia.

Durante seis anos tivemos uma grande proximidade com ele no Fórum, na Biblioteca, no pequeno auditório, na Venepor, no Turismo. 40% Por cento das nossas actividades processavam-se em espaços tutelados pelo Dr. Mário Nuno.

Daí que as nossas solicitações fossem muitas. Às vezes, mesmo sem pedir nada já me dizia não, mas eu sabia descodificar as mensagens.

Na sua pessoa, os agradecimentos vão para as pessoas que estando ligadas ao fórum foram muito dedicadas como o Dr. Maia Marques, ilustre associado e professor do ICM, Dra. Susana, directora da Biblioteca, Dr. Tavares, director do pessoal do Fórum, Dr. Rui, director do Turismo, e muitos outros que seria redundante indicar, como a dona Elvira.

O Dr. Mário Nuno tem uma capacidade premonitória, como se viu pelo artigo publicado dias antes das eleições que levaram à vitória a equipa que “ocupa” a direcção.

Em 3º lugar, ao presidente da Junta da freguesia da Maia, Sr. Carlos Teixeira. Desde sempre entusiasta das nossas ideias relativamente ao Instituto Cultural da Maia, cedendo espaço e tempo para aí podermos trabalhar, fazer as nossas reuniões, assembleias gerais, matrícula de alunos, recepção a pessoas que expunham problemas e disponibilizando pessoal da secretaria e mesmo do zoo para acções imperativas do ICM.

Este relacionamento regulado a partir da assinatura do protocolo de colaboração de 30 de Novembro de 2004 é exemplar e merece o nosso reconhecimento público ao Sr Carlos Teixeira, a todo o executivo e pessoal da secretaria.

Em 4º lugar, ao Sr Vereador da Juventude, Hernâni Ribeiro, que soube gerir eficazmente as relações entre o ICM e o Fórum Jovem, espaço onde se desenvolviam 30% das nossas actividades lectivas e administrativas Queremos neste agradecimento incluir todo o pessoal do Fórum que connosco trabalhou.

Em 5º lugar, ao Conselho Pedagógico em cada um dos seus membros e na pessoa da sua presidente Dra. Lurdes da Cunha e Silva. Este conselho foi o motor dinamizador, executivo e relacional que está por detrás da qualidade, grandeza actual e do amor que todos os alunos sentem pelo Instituto. Sem o seu trabalho e empenho, o ICM não seria nada do que é. Por isso, os agradecimentos em nome dos associados que conhecem a vida interna do Instituto, dos professores, dos alunos e da comunidade maiata.

Em 6º lugar à PAM (professores associados da Maia) na pessoa da sua então presidente, Ana Maria Lobo, que em28 de Outubro 2003 assinou um protocolo de colaboração que mediante vantagens mútuas tornou possível a presença de 32 alunos no início das nossas aulas.

Ao Sr. Padre Domingos Jorge por ter autorizado que o grupo coral ensaiasse na Igreja; aos Combonianos que por várias vezes disponibilizaram as suas instalações para actividades lectivas.

Ao associado Vítor Cunha que durante seis anos foi companheiro de luta, ao Sr Fernando Coelho que embora traísse os valores da amizade e fosse um grande motor da vitória da outra lista não pode ser esquecido por ser um tesoureiro competente e seguro durante seis anos. O mérito continua e a minha estrutura mental não permite esquecê-lo.

Aos associados do Rotary Club da Maia, integrantes da minha lista, e a outros que ao longo do percurso souberam reconhecer o valor do ICM e o mérito de quem trabalhava nele.

Aos associados não rotários de cujo elenco só um faltou à chamada.

Aos professores que deram o seu melhor para fazer crescer o Instituto.

Aos alunos que sempre julgaram que o Instituto era para eles, que exigiam grande qualidade na prestação de serviços. Peço-lhes que continuem, que tragam amigos e que lutem para tornar cada vez mais relevante o Instituto. Peço-lhes sinceramente.

Aos Jornais da Maia: Maia Hoje e Primeira Mão que sempre nos acompanharam

Finalmente aos Sr engenheiro Silva Tiago Vice-Presidente da Câmara Municipal da Maia, ao engenheiro Fialho, director executivo da Espaço Municipal pelo papel que exerceram no comodato das actuais instalações do ICM

A todos muito obrigado. Vale