Opinião Victor Dias: “Fazer olhinhos ao bloco da esquerda”

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O Partido Socialista ainda não conseguiu digerir muito bem a derrota política que sofreu nas europeias. É certo que o objectivo das últimas eleições realizadas em Portugal era escolher os nossos representantes no Parlamento Europeu e, quanto a isso, o eleitorado foi muito claro. No entanto, ninguém com bom senso e responsabilidades políticas, deixa de, pelo menos tentar, ensaiar uma explicação ou uma interpretação plausível para os resultados apurados.

O PSD decretou, e a meu ver muito bem, que não se devia embandeirar em arco e entrar em euforias perigosas. A nossa Dama de Aço está certa, contenção e caldos de galinha nunca fizeram mal a ninguém.

A medida mais acertada é a decisão de operar uma verdadeira renovação nas listas do PSD, para a Assembleia da República. Estou convicto que desta vez vamos lá ter mais um deputado maiato, o meu companheiro Dr. Paulo Ramalho, facto que a concretizar-se seria um enorme motivo de orgulho para o Concelho da Maia.

Piscar os olhos à rapaziada da esquerda

Os socialistas analisaram os dados e descobriram que tinha havido uma apreciável transferência de votos para o BE. Na ânsia de recuperar essas intenções, sim porque estamos sempre a falar de intenções, guinam à esquerda, o mais que podem, e adoptam o discurso bloquista. Ele é a distribuição de preservativos, a realização de testes de HIV à porta das escolas, das discotecas e todo um chorrilho de asneiras que ninguém sabe ao certo onde nos vai levar.

Confesso que estou numa fase da minha vida em que já me estou absolutamente nas tintas para a política e para os políticos, aliás como uma boa parte das pessoas das minhas relações, mas há coisas que me indignam e perante as quais não me posso calar.

Este PS em vez de querer investir numa formação holística da nossa juventude que ajude a cimentar valores estruturantes da pessoa humana, parece mais interessado em lançar a confusão, a perturbação e promover a insanidade mental, para não falar na dimensão espiritual da pessoa, coisa que me parece um pouco arredada do seu pensamento e discurso, mas enfim, contra isso nada, só é crente quem quer.

Perante a falência das ideologias, a que sucedeu uma pragmática lógica do lucro fácil e de um neo-liberalismo que nos conduziu a este beco sem saída, resta-nos estar vigilantes e não ceder à tentação materialista de dar o corpo pela Alma, numa total e perigosa inversão de valores.

Às vezes temos a sensação de que há uma espécie de orquestração global para dominar as pessoas, anarquizando valores éticos e morais, desorganizando as estruturas sociais básicas, como a família, para dispor facilmente e sem resistência, de uma mão-de-obra barata.

A maioria silenciosa que rema contra a maré

No domingo passado participei com a minha família numa enorme manifestação de Fé, pelas ruas da nossa cidade, por onde desfilaram milhares de crianças e jovens do Concelho da Maia, no cortejo de encerramento do Ano Paulino que deu mote à Catequese. Era uma imensa multidão exultando de alegria, a entoar cânticos alusivos à temática Paulina.

Dei comigo a pensar – o que motiva estes milhares de famílias a unir-se e sair à rua com os seus filhos, afirmando sem complexos e com total convicção a sua Fé?…

Estou hoje plenamente convencido que para além da mais íntima crença religiosa de cada um, os pais buscam na Catequese, uma resposta e um apoio educacional que a escola não pode e não quer dar.

A Catequese é, actualmente, para os católicos, o último reduto, onde podem enviar os seus filhos para receberem os ensinamentos da Doutrina Cristã, mas também, para aprenderem os valores éticos e morais que os hão-de conduzir pela vida fora.

Tenho a certeza que havia ali gente de todos os partidos, mas isso de nada interessa, porque toda aquela multidão estava irmanada por um sentimento de que eu partilho inteiramente – remar contra a maré!…