Semana: Onda humana no Porto

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1.- Uma enorme onda humana saudou o primeiro de janeiro, Dia Mundial da Paz, na nossa sala de visitas do Porto, a Avenida dos Aliados e Praça da Liberdade. Cerca de 140 000 pessoas, sendo muitos milhares estrangeiros, viveram o fogo-de-artifício e os acordes ao ano de 2015 em alegria esfuziante, não gastando dinheiro e divertindo-se nas ruas do Porto. Está assim provado que quando se aposta na cultura o nosso povo sabe bem envolver-se nas suas festas, o que é necessário, não como forma agonizante e angustiante dum povo que é amordaçado no seu quotidiano, mas como uma caminhada para lutar pelos seus valores que muitos espúrios dogmáticos e fanáticos persistem em tentar alienar estas expressões que são ao mesmo tempo culturais e económicas, ambientais e saudáveis.

2.- O novo ano é de eleições pelo que todos nós vamos ter benesses. O governo português começou a sua campanha eleitoral devolvendo aquilo que tirou, e faz disso um grande alarido. Por sua vez a oposição populista está abalançada em, como nunca terá o poder, oferecer aos portugueses aquilo que é impossível, por meios e métodos que demonstraram na prática o quanto são ineficazes e ineficientes. A oposição designado como “arco do poder” ainda não arranjou tempo para apresentar como irá resolver os problemas. Uma coisa será certa quem quer que seja sem o nosso povo a ditar com a sua participação ativa os caminhos seguros, ninguém vai resolver coisa nenhuma.

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3.- O Grupo Economia e Sociedade refletiu sobre o Dia Mundial da Paz, e apelou à denúncia “muito ativa” das novas formas de escravatura que existem em Portugal. E prossegue na sua mensagem: “Hoje, as palavras do Papa têm um profundo eco no nosso país, onde se assiste à passividade de um Estado que se demite das suas responsabilidades com o bem comum, na senda, aliás, de políticas europeias contrárias aos princípios fundadores da União Europeia”, consideram que a coesão social está, “de novo, ameaçada” e situações que se consideravam “irreversíveis”, para além de “valores de solidariedade” que os portugueses tinham como “património inalienável”, são colocadas em risco. Prossegue com as “novas formas de escravatura em Portugal, como os trabalhadores e trabalhadoras sem direitos fundamentais de “remuneração condigna; higiene e segurança no trabalho; estabilidade no emprego; tempo de lazer e condições de conciliação da sua vida profissional com a vida pessoal e familiar”.

 

Joaquim Armindo

Doutorando em Ecologia e Saúde Ambiental
Mestre em Gestão da Qualidade
Diácono da Diocese do Porto