Administrador do Hospital de Riba de Ave emite comunicado com justificações da polémica da vacinação

0
184
Hospital Narciso ferreira Famalicão_foto do site do Hospital

Após a polémica conhecida hoje (ver notícia publicada esta tarde) de que cerca de uma dezena de pessoas terá recebido indevidamente a vacina para a covid-19 no Hospital Narciso Ferreira, em Riba de Ave, Famalicão, como a mulher e a filha de Salazar Coimbra, o médico que é administrador do hospital, recebemos um comunicado de Salazar Coimbra.

O comunicado esclarece o seguinte:

«No seguimento das notícias trazidas a público nas últimas horas por diversos órgãos de comunicação social relativamente ao processo de vacinação levado a cabo pelo Hospital Narciso Ferreira da Santa Casa da Misericórdia de Riba de Ave, vêm pelo presente esclarecer que: 
 
1 – O Dr. Salazar Coimbra, além de administrador é o Director Clinico da Instituição, razão pela qual foi vacinado.
 
2 – A esposa do Administrador – irmã da Misericórdia com experiência em voluntariado, levada a cabo nos últimos 10 anos na ala de transplantes de medula no IPO – ofereceu-se para reforçar e participar no auxílio a doentes covid no respectivo departamento que se encontra em funcionamento no Hospital Narciso Ferreira. Iniciará esta colaboração logo que seja a vacina produza o efeito. A equipa aí destacada encontra-se na linha da frente na prestação de cuidados a doentes afetados pela pandemia, motivo pelo qual foi a mesma vacinada num processo de total transparência comprovado pela inclusão do respectivo nome na lista de profissionais abrangidos. Contudo, a errónea referência e identificação como “médica” apenas concerne a um mero lapso dos serviços administrativos, o qual poderá ter sido motivado por mero desconhecimento, em nada contendendo com o processo em causa. 
 
3 – Por sua vez, a filha do Administrador – também ela irmã da Misericórdia com quem colabora recorrentemente – é médica e disponibilizou-se de forma altruísta para reforçar a unidade de doentes covid do Hospital Narciso Ferreira em virtude da extrema necessidade de profissionais capazes de permitir uma resposta urgente ao elevado número de doentes na unidade. Iniciará esta colaboração logo que seja a vacina produza o efeito.»

O comunicado esclarece ainda as razões de outros funcionários terem sido vacinados:

«4 – No que respeita aos trabalhadores que exercem funções de motorista e portaria, estão incluídos na lista de trabalhadores das alas de tratamento COVID, encontrando-se nas prioridades indicadas pelo Ministério da Saúde.
 
5 – Ao contrário da informação falsa que circula, todos os enfermeiros da ala COVID, urgência, gastreontologia, anestesia, pneumologia, otorrino e bloco operatório todos foram vacinados. Apenas os enfermeiros que prestam serviço nos cuidados continuados não foram vacinados logo de imediato, em resultado de um surto de que foram alvo. Na semana passada foram também estes todos vacinados. Em suma, estão todos os enfermeiros vacinados.
 
6 – Por fim, resta acrescentar que a instituição em face do progressivo aumento de casos, teve naturalmente de contratar novos profissionais (o que tem sido de extrema dificuldade) e como ditam as boa regras de gestão, incluiu os futuros profissionais no plano de vacinação. Neste momento registam-se 72 utentes com covid, prevendo-se um aumento nas próximas semanas. A instituição na próxima quinta-feira, atingirá os 92 utentes.   
 
Não existe, assim, qualquer fraude no processo de vacinação.
 
Aliás, sempre se diga que outros familiares de outros trabalhadores que colaboram com a instituição foram igualmente vacinados. »