AEP promove laboratório no território para apoiar empresas do Norte

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Empresas pedem mais cooperação entre entidades, mais trabalho em rede para terem escala, mais apoios para captação de talentos para as áreas rurais, mais formação adaptada às necessidades dos territórios, melhoramento de infraestruturas logísticas em territórios de baixa densidade e maior clareza e divulgação nas linhas de apoio ao financiamento.

Estas são as primeiras conclusões retiradas do trabalho que a Associação Empresarial de Portugal (AEP) está a desenvolver por toda a região Norte no âmbito do projeto Novo Rumo a Norte – Rumo ao Crescimento.

Para o presidente da entidade, Luís Miguel Ribeiro, “o foco da AEP neste projeto é que seja possível fazer chegar a mesma informação a todas as empresas, quer estejam no litoral quer estejam no interior, mas ainda estamos longe de conseguir essa homogeneidade, como podemos confirmar pelos números que obtivemos na fase inicial do Novo Rumo a Norte (2015-2018): das cerca de 2700 empresas, cerca de 49% eram da Área Metropolitana do Porto; do Cávado, 12,6%; do Ave, 9,1%; do Tâmega e Sousa, 6,9%; do Alto Minho, 8,5%; do Alto Tâmega, 6,4%; Terras de Trás-os-Montes, 3,9% e Douro 3,7%.
 
A pandemia tem exigido uma readaptação rápida. As entidades envolvidas e apoiadas no Novo Rumo a Norte – Rumo ao Crescimento apontam a adaptação à economia digital como um dos passos que mais rapidamente tem de ser dado para a sobrevivência, a necessidade de qualificar gestores e colaboradores na era do digital e a crescente importância de relocalização de atividades de produção no território (nearshoring), que já se vinha afirmando antes da pandemia, mas que está a ganhar cada vez maior relevância (origem na Alemanha, Holanda, Itália, …) releva que Portugal é um país cada vez mais atrativo pela formação dos recursos humanos e pelos salários.

Os laboratórios que estão a ser promovidos juntam micro, pequenas e médias empresas (30%), associações empresariais (34%), organismos públicos (26%), universidades (4%), comunidades intermunicipais (3%) e parques empresariais (3%), que procuram, em conjunto, fazer face a tempos incertos.

As principais temáticas que emergiram da discussão passam pelas boas práticas da transição digital e o foco no e-commerce, apostar no E-commerce e nas infraestruturas digitais; a captação de recursos humanos qualificados e retenção de talento em territórios de baixa densidade emergência de novos empresários (nómadas digitais) em diferentes espaços da sub-região, com tradução no surgimento de cooperativas profissionais, suprindo necessidades de networking, de acesso e de partilha de recursos comuns; economia circular; a logística do acolhimento industrial e empresarial.
 
“Acredito, também, que estes são os tempos em que podem surgir novas oportunidades, se as instituições trabalharem em parceria na procura de respostas comuns, como vemos no surgimento de novos empresários, na área do digital, nos territórios do interior. Precisamos, mais do que nunca, de trabalhar em rede”, adianta, ainda, o presidente.

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