Altas figuras do Estado reunidas com especialistas no Infarmed: R(t) está abaixo de 1

0
140
imagem canva

As altas figuras do Estado estão reunidas, esta terça-feira, por videoconferência com os epidemiologistas, no Infarmed, para a analisar a crise sanitária provocada pela pandemia.

Henrique de Barros, do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto, disse que, se se partir do princípio de que “70% da população portuguesa estará vacinada até ao fim de Setembro”, poderemos esperar sair da situação atual “no final do Verão”.

Baltazar Nunes, do Instituto Ricardo Jorge, apresentou dados sobre o ritmo da transmissibilidade da pandemia, o famoso R(t), que mostra a velocidade da transmissão da covid-19.
“Está abaixo de 1 em praticamente todo o território”, diz Nunes, o que significa que a pandemia está em ritmo de transmissão decrescente.

Manuel Carmo Gomes, da Universidade de Lisboa, confirmou que o risco de infeção, em janeiro, subiu nas faixas etárias 20-30 e maiores do que 80.
Entre 7 e 15 de janeiro, a velocidade do aumento de casos estabilizou, fruto das primeiras medidas de janeiro. A partir de 22 de janeiro (confinamento geral), a descida é evidente, diz o especialista.

João Paulo Gomes, do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge, diz que as variantes inglesa, brasileira e sul-africana têm “uma mutação comum”, que as faz ser bastante mais transmissíveis.
Em Portugal, desde o início de dezembro, fizeram-se mais de 200 mil testes, sendo que cerca de 40 mil positivos. Destes, 9 mil eram da variante britânica. O especialista estima que, entre 1 de dezembro e 7 de fevereiro, tenha havido “mais de 120 mil” casos desta variante em Portugal.

Carla Nunes, da Universidade Nova de Lisboa abordou a questão das “perceções sociais” sobre a covid-19. Ao longo da pandemia, especialmente nas últimas três quinzenas, a perceção do estado de saúde dos portugueses agravou-se, embora, nos últimos dias, tenha havido uma recuperação.
Em relação ao estado de saúde mental, os números são semelhantes.
O comportamento dos portugueses (por exemplo, a frequência do uso de máscara, as vezes que se saiu de casa ou o número de pessoas com quem se esteve e que não pertence ao agregado familiar) piorou durante as Festas do Natal e Ano Novo. Mas nas última semanas os indicadores melhoraram.