António Costa alerta que crise está para durar

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António Costa_Foto Rodrigo Antunes Agência Lusa
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O primeiro-ministro, António Costa, avisou que a crise económica gerada pela pandemia não vai acabar tão cedo. Entrevistado pelo jornal Público, o governante reforça que não vai descansar entre o “fim do combate à pandemia e o início da batalha da economia”.

“No dia em que deixarmos de ter qualquer infetado com covid-19, continuaremos a ter 400 mil desempregados. Continuaremos a ter muitas empresas que entretanto faliram, ou que têm muitas dificuldades em cumprir as moratórias”, alerta Costa.

Esse esforço de recuperação económica “não nos vai permitir tirar um dia de intervalo entre o fim do combate à pandemia e o início da batalha da economia”, sublinha o primeiro ministro. “Não antevejo, para mim, ter uma vida mais sossegada no dia em que deixe de haver pessoas infetadas porque tenho consciência do estado em que o país está”.

Assim, Costa diz que não pode afirmar se o pior já passou, “nem do ponto de vista sanitário, nem do ponto de vista económico e social”, uma vez que que há “fatores de imprevisibilidade que ninguém pode negar”. E dá como exemplo as novas variantes do vírus. “Tal como ninguém em outubro sabia que íamos ter a variante inglesa, ninguém hoje sabe se não vamos ter daqui a três semanas a variante x que pode alterar profundamente este panorama”.

Não se trata de uma visão “pessimista”, mas sim “realista”.

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