Descoberto fóssil de nova planta em S. Pedro da Cova

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Uma equipa de investigadores descobriu um fóssil de um novo grupo de plantas em S. Pedro da Cova, Gondomar, em rochas com 300 milhões de anos.

Batizado de “Iberisetum wegeneri”, o fóssil representa um novo género e uma nova espécie de um grupo extinto de plantas. O achado está agora guardado no Museu de História Natural e da Ciência da Universidade do Porto.

“Trata-se de uma espécie (…) que foi abundante no final do Paleozóico e Mesozóico”, explica Pedro Correia, paleontólogo e investigador do Instituto das Ciências da Terra da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, numa notícia publicada esta semana numa revista britânica, a “Historical Biology”, onde é dado conta da descoberta da sua equipa de investigadores.

E foi na Bacia Carbonífera do Douro, mais concretamente na zona de São Pedro da Cova, mesmo junto às escombreiras das antigas minas de carvão que, “dada as características do clima e do meio ambiente que favorecem espécies endémicas” que este género existiu há 300 milhões de anos.

Pedro Correia diz mesmo que a Bacia do Douro “é favorável e muito interessante à investigação nas áreas da paleontologia e da paleobotânica”. Em S. Pedro da Cova a equipa já tinha encontrado a primeira aranha fóssil descoberta em Portugal.

A Bacia do Douro continua a despertar a atenção dos investigadores, até porque já não era estudada desde a década de 1940, e o mesmo acontece com outras regiões do país. Neste momento, a equipa está à espera dos resultados de uma candidatura ao Fundo para Ciência e a Tecnologia e assim encontrar financiamento para trabalhos de investigação na mesma área nas zonas de Santa Suzana, no Alentejo, e no Buçaco.

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