INEM investigado por ter esquecido vacinas no frigorífico

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A task force que coordena o Plano Nacional de Vacinação contra a covid-19 viu-se forçada a definir reajustes dada a escassez de vacinas no mercado. Enquanto isso, o INEM (Instituto Nacional de Emergência Médica) viu-se obrigado a deitar para o lixo várias doses que ficaram esquecidas no frigorífico.

O INEM está a ser investigado pela Inspecção-Geral das Actividades em Saúde no âmbito da polémica com a administração indevida de vacinas. Em causa está o facto de o marido de uma médica do INEM, um antigo colaborador do Instituto no Algarve, ter sido vacinado indevidamente após o pedido feito à responsável pela Delegação Regional do Sul daquela entidade, Teresa Brandão.

Foi no âmbito desta investigação que foi revelado o desperdício de vacinas que dariam para inocular 24 pessoas, conforme avança o CM.

A situação terá sido denunciada pelo responsável da Unidade Pré-hospitalar dos Serviços Farmacêuticos do INEM, Nuno Ferreira, durante os interrogatórios sobre a vacinação indevida.

As doses desperdiçadas seriam destinadas à segunda toma dos funcionários do INEM, mas acabaram por sobrar e ficaram guardadas num frigorífico, sendo esquecidas.

Depois de terem sido descongeladas a 25 de Janeiro passado, as vacinas deveriam ter sido usadas até ao dia 30 de Janeiro, para se manterem eficazes, aponta o mesmo diário, notando que “de acordo com as farmacêuticas, a vacina, depois de descongelada, só pode estar cinco dias em frigorífico”.

Em caso de sobras, deveria ter sido contactado o Plano Nacional de Vacinação e a Administração Regional de Saúde do Sul, mas Teresa Brandão “não terá feito qualquer contacto com este propósito”.

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