Poços particulares com água imprópria para consumo humano

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foto pixabay
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A análise de 90 captações particulares de água em Matosinhos revelou que 81% delas não cumprem os padrões que garantem a segurança e a qualidade da água. Estudo também revelou problemas nos concelhos de Oliveira de Azeméis, Santa Maria da Feira, Santo Tirso, Trofa e Vila do Conde.

O resultado, que levanta preocupações ao nível da saúde pública, é apresentado no estudo “Qualidade da água das captações particulares”, promovido pela INDAQUA com recursos a técnicos e laboratórios independentes.
 
São dados revelados precisamente no Dia Mundial da Água.

A INDAQUA vem relembrar que a contaminação deste bem precioso é, muitas vezes, invisível. Prova disso são as captações particulares, como furos ou poços, que apesar de apresentarem água sem cor, cheiro ou sabor escondem muitas vezes riscos para a saúde de quem a consome.
 
Em Matosinhos, isso acontece em 81% dos furos e poços analisados pela INDAQUA em 2020. No total foram analisadas 90 captações, mediante autorização dos clientes cujos consumos muito baixos (inferiores a 2 m3) revelam a não utilização de água da rede pública para consumo, apesar de a terem disponível em casa.

Para todos os casos em incumprimento da legislação relativa à qualidade da água, os clientes foram informados dos riscos que correm ao utilizar as suas captações particulares para consumo humano e receberam os resultados das análises.
 
O estudo abrangeu os seis concelhos onde a INDAQUA está presente, sendo igualmente preocupantes os resultados obtidos: estão contaminadas 77% das 797 captações testadas em Matosinhos, Oliveira de Azeméis, Santa Maria da Feira, Santo Tirso Trofa e Vila do Conde.

Nestes concelhos, a INDAQUA identificou na água bactérias e outros elementos prejudiciais à saúde, que podem provocar, entre outros problemas mais graves, dores abdominais intensas e gastroenterites virais.

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