Presidente do Comité Olímpico de Portugal defende medidas de apoio ao sector do Desporto

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Perante a quebra de receitas provocada pela pandemia, José Manuel Constantino espera que as entidades desportivas não fiquem excluídas do dinheiro da chamada bazuca europeia.

Em entrevista à Antena 1, este responsável adianta também que já foi apresentada ao governo uma proposta concreta: a criação de um fundo de emergência no valor de 13 milhões de euros.

O presidente do Comité Olímpico de Portugal alerta para as consequências negativas, da falta de apoios ao sector do desporto, que também tem sido prejudicado pela situação de pandemia.

Em ano de Jogos Olímpicos, em Tóquio, o objetivo da comitiva nacional será de conquistar duas medalhas.

“O desânimo é o principal perigo que nos espreita. A ausência atempada de respostas políticas à gravidade do momento pode acentuar esse sentimento. Mas não podemos desistir. Não podemos deixar de lutar. E nem todos os combates têm resultados imediatos”, refere José Manuel Constantino.

O presidente do COP recorda que o ano que terminou foi muito difícil para todos, pois a crise de saúde pública que atingiu todos os recantos do mundo veio colocar problemas para os quais ninguém estava preparado, e o desporto sofreu um forte abalo com perdas avultadas e outras que se temem irrecuperáveis.

“Não foi possível evitar a paragem da atividade de um número muito significativo de atletas e de ver modalidades com competições canceladas ou adiadas, ginásios e espaços de treino encerrados (devido à covid-19)”, considera José Manuel Constantino.

O dirigente aponta ainda as restrições de mobilidade que inibiram ou eliminaram a possibilidade da prática desportiva regular com um efeito severo sobre o sistema desportivo, num país com baixos indicadores de prática desportiva federada e assentes numa economia associativa frágil.