Queixas na saúde aumentam 73% num ano

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Fonte: canva
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Uma análise do Portal da Queixa revela que as reclamações dirigidas ao setor da saúde dispararam 73% face a 2019. Entre 1 de março de 2020 e 28 de fevereiro de 2021, a plataforma recebeu mais de 7.500 reclamações.

Em março deste ano já foram somadas 526 queixas. Uma ligeira subida comparativamente a março de 2020, onde se verificaram 508 reclamações.

Durante o mês de março as categorias com maior número de reclamações foram: Plano e Seguros de Saúde (124 queixas), Serviço Nacional de Saúde (106), Hospitais e Centros de Saúde (97), Grupos Privados de Saúde (60) e Farmácias (55).

O estudo apurou também, que no mês de março, os três principais motivos de reclamação comunicados pelos consumidores no Portal da Queixa são a impossibilidade de ser atendido por um médico (37%), a dificuldade no atendimento telefónico (34%) e a vacinação (8%), sendo que este último, resulta da campanha de vacinação que se encontra a decorrer e está relacionado com as dúvidas dos utentes acerca da mesma.

De acordo com Pedro Lourenço, CEO e fundador do Portal da Queixa by Consumers Trust “enquanto verificamos indicadores de redução do número de reclamações através dos canais do Estado, nomeadamente no Livro Amarelo e de Reclamações, que induzem em erro e na interpretação do atual estado setor, no Portal da Queixa este crescimento é demais evidente, demonstrando não só, que os utentes do SNS estão descontentes com o serviço prestado, mas também pela desacreditação no regulador de defesa do consumido, que manifestamente não traduz confiança na resolução dos problemas apresentados”.

Testemunhos

Para verificar a insatisfação dos portugueses, estão alguns dos casos registados no Portal da Queixa, enquanto plataforma de comunicação global entre consumidores e marcas, e a única que partilha com o público, experiências de consumo e resultados da resolução de problemas reportados.

Carla Martins, alerta para o facto de o pai, de 78 anos e com problemas respiratórios ainda não ter sido vacinado.

Por sua vez, Dulce Sousa reporta a sua indignação perante o facto de os pais – com 82 e 89 anos – ainda não terem sido vacinados.

Numa outra vertente, Dina Domingos é uma das utentes que contesta o facto de não conseguir contactar o Centro de Saúde.

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