Relação do Porto rejeita indemnização a mãe do cantor Angélico Vieira

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imagem Facebook de Angélico Vieira

Os acusados por falsificar documentação de compra e venda de viaturas do cantor Angélico Vieira, após o acidente rodoviário que o matou em 2011, nada terão de pagar à sua mãe, determinou o Tribunal da Relação do Porto.

A primeira instância judicial de Matosinhos determinou, em 22 de novembro de 2019, que a mãe de Angélico teria de receber uma indemnização de cerca de 100 mil euros pelas viaturas Ferrari e Audi, mas os juízes desembargadores do Porto concluíram, em acórdão datado de quarta-feira e consultado hoje pela agência Lusa, que havia “ilegitimidade da demandante [a mãe do cantor] para peticionar a indemnização”.

Na leitura da defesa, sintetizada à Lusa pelo advogado Pedro Marinho Falcão, ficou “demonstrado o equívoco quanto a participação dos arguidos numa suposta burla em que assentava a construção do processo”.

Segundo da acusação, os dois arguidos teriam forjado documentos para se apoderarem de um Ferrari e um de Audi propriedade de Angélico Vieira e, bem assim, para simular a venda do BMW que vitimou o cantor.

O cantor e ator Angélico Vieira morreu no Hospital de Santo Antonio, no Porto, dias após o acidente que ocorreu na autoestrada 1 (A1), em Estarreja, no distrito de Aveiro, em junho de 2011.