Sindicato dos Enfermeiros exige contrato para mais de 2 mil precários

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Foto Estela Silva LUSA
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O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses exigiu hoje em Matosinhos que o Governo passe a contrato efetivo “mais de 2.000” profissionais precários.

Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) exigiu hoje em Matosinhos que o Governo passe a contrato efetivo “mais de 2.000” profissionais precários e acusou a tutela de não dar a “estabilidade necessária” ao Serviço Nacional de Saúde (SNS).

“A pandemia [da covid-19] veio exaltar a falta de profissionais. Continuamos a ver horários de 12 horas consecutivas. Continuamos a verificar que há colegas que querem gozar férias e não podem. Continuamos a ver os nossos colegas a querer acompanhar os filhos menores, mas por falta de pessoal não podem. Muitos dos direitos estão postos em causa fruto da falta de enfermeiros. Estes [precários] são necessários e venham muitos mais porque continuam a ser necessários”, disse coordenadora da direção Regional do SEP, Fátima Monteiro.

A responsável falava aos jornalistas à porta do Hospital Pedro Hispano, em Matosinhos, no distrito do Porto, onde cerca de duas dezenas de enfermeiros se concentraram esta manhã para exigir a efetivação de contratos precários.

“A pandemia não suspende direitos”, “O país tem 2.000 enfermeiros na precariedade” ou “SNS não é só pandemia” eram algumas das frases das faixas e cartazes que ilustraram a concentração.

Inês Fardilha, enfermeira há dois anos e a trabalhar no Hospital Pedro Hispano desde maio ao abrigo dos chamados “contratos covid-19”, contou à agência Lusa que o seu contrato termina este mês e se nada for feito ficará desempregada e a “fazer falta a um SNS que precisa de todos”.

“O serviço necessita, o SNS necessita de enfermeiros e temos de reforçar a ideia de que necessitamos do apoio e autorização do Governo para que o hospital nos possa permitir contratos melhores (…). O conselho de administração do hospital [Pedro Hispano] está solidário connosco, mas precisa de uma autorização do Conselho de Ministros para poder terminar com os contratos precários”, disse Inês Fardilha.

Ao lado, José Afonso, enfermeiro há 20 anos já com contrato efetivo justificou a presença na iniciativa como um “ato de solidariedade”.

Fátima Monteiro explicou que no que diz respeito ao Hospital Pedro Hispano existem 102 enfermeiros com contratos a termo ao abrigo das contratações extraordinárias por causa da covid-19, aos quais se somam 28 com contratos de substituição.

A coordenadora da direção Regional do SEP frisou que “o problema é transversal ao país” e acusou: “o Governo não toma as medidas necessárias para efetivar estes profissionais e é ele mesmo quem fomenta a precariedade”.

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