Coro da Maia acorda Itália

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Coral Vox Cantabile, da Escola Maestro Samuel Santos – Maia
Foto de Delfim M. Cardoso
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1.- Ao som de “Oh happy day”, cantado pelo Coral Vox Cantabile, da Escola Maestro Samuel Santos – Maia, a numerosa assistência de pé, aplaudia e dançava – um dos momentos únicos daquele “8th Toscana Music Festival”, em Montecatini. Antes tinha encantado com as suas vozes os presentes nesta cidade italiana; sendo o último coral a atuar naquele dia – 22 de julho, perto da meia-noite – conseguiu galvanizar a assistência com o Acordai!, de Fernando Lopes Graça, que escutou e aplaudiu de pé, as “Ilhas de Bruma”, o “Azulão” ou mesmo musica tradicional africana, como Shosholoza, Zimbabwe, ou até do espiritual negro “Lord I want”. Momentos vividos por todas e todos, que começou por uma bela parada pelas avenidas da cidade, onde desfilaram dezasseis corais, entre os quais o maiato e português, que bem levavam a bandeira portuguesa. Se é certo que com quem nos cruzávamos soubessem ser Portugal campeão europeu de futebol, conheceram também que entre nós existe arte, muito para além do futebol, e este coral foi portador dessa mensagem. Do coral italiano ao chinês – diga-se bem representado -, passando pela Espanha, Polónia, República Checa, Lituánia e muitos outros, o coral português foi uma boa representação da Maia e do Portugal.

2.- A Escola de Música Maestro Samuel dos Santos já nos vem habituando a excelentes interpretações, das várias modalidades de arte, como a que aconteceu há semanas no grande auditório da Exponor – Matosinhos, enchendo completamente aquele grande anfiteatro, e quem quis ir pagou, não era gratuito, aliás como o não foi quando no ano transato encheu o Fórum da Maia, cujo aluguer pagou. Isto para dizer que o nosso povo sabe reconhecer a arte. Esta Escola, também sabe construir públicos, desde a música para bebés até aos já reformados. Viver cultura é isto, não o embriagante populismo que alguns nos habituam.

3.- Esta Escola que representou Portugal e a Maia no estrangeiro, como o caso agora de Itália, é privada. Os seus alunos pagam para usufruir os momentos da arte, pagam para representar Portugal e a Maia, e nunca solicitaram quaisquer subsídios e, penso, nem querem, – que seriam subsídios não à Escola, mas ao conhecimento artístico -, mas pelo menos o reconhecimento da Câmara da Maia deveria e deve ser dado. Nenhum representante da Câmara da Maia esteve presente em Itália e que saiba nenhuma felicitação foi endereçada, o que é dramático e infeliz. As vozes suaves e fortes destas mulheres e homens que espalham o nome da Maia e de Portugal, talvez um dia tenham que cantar o Acordai!, em frente da Câmara da Maia.

Joaquim Armindo
Doutorando em Ecologia e Saúde Ambiental

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