Explorar a Terra

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Fonte: Wordpress
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1 – Não existe nenhum dinheiro, modelo económico ou quejandos, capazes de substituir a Terra. Ainda há pouco duas notícias.

A primeira do FMI sustentando ser necessária mais austeridade sobre a saúde, educação e mais e mais, para o meu País sair do défice excessivo, logo, saindo, outra notícia para dizer que Portugal tem um défice de quase menos 2% que o do ano anterior, fixando-se em 2,8%.

A outra, o Tribunal Europeu abriu as portas para se poder julgar os descalabros da austeridade que a Comissão Europeia e o Banco Central Europeu, pelos seus programas económicos a Portugal, que não levaram a lado nenhum.

Já há muito que o FMI se vem a enganar, agora chegou a vez de até dizer que temos poucos jovens e esquece-se, de propósito!, de informar que meio milhão de pessoas deixou o país, por que eles mesmos assim o fizeram e quiseram.

É de crer, por que estas instâncias económicas, que se dizem do desenvolvimento, alimentam as fortunas obtidas escandalosamente, e por isso não são credíveis para o desenvolvimento de todos os seres.

2 – O nosso planeta é explorado de forma violenta, preparando-se os senhores do poder para o exercerem também no cosmos, assim que liquidarem o que a nossa Terra sempre nos deu. A economia que mata, tem de ser morta, se não o for, até se mata a si própria. Como é possível que um número exíguo de humanos, 1%, detenha a riqueza de 99%?

Como é possível construir impérios de dinheiro só com a alta e baixa cotação de ações, mesmo estando sentados ou a dormir.

Porque basta ter um programa informático ligado e com ordens de disparo, e não estando ninguém a comandar, ganhar largos “mil milhões” de euros, mas que economia é esta, que ditames inconfessáveis podem ter os senhores da guerra e do dinheiro a não ser a bolorenta ideia de que são felizes.

Sepulcros caiados por fora e podres por dentro, por que são mesmo “sepulcros” sem qualquer atividade criativa e humana.

3 – Exploram as nossas terras, violentam a criação, reduzem a vida a dinheiro, semeiam guerras dos seus gabinetes que cheiram a bolotas podres.

A rosmaninho e a alecrim cheira a luta dos mais pobres, mais marginais e mais derrubados. A luta de todos os seres humanos e não humanos e até os inertes, que querem vida, boicotados, lavrados pelas asperezas dos caminhos e que nem sequer dizem que dói.

Mas a Terra aquela que é explorada e dizimada, afinal todos somos pó e em pó nos vamos tornar, saberá derrubar os altares dos espantalhos que muitos indicam, os altares dos milhões de euros, do dinheiro, da droga e da guerra, por mais subtil que sejam.

Joaquim Armindo
Doutorando em Ecologia e Saúde Ambiental

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